Muitos cliques exclusivos
Por Thiago Malva em 18.06.2007 : : 19h33
Clique aqui para ver a galeria de fotos ParouTudo
O ParouTudo.com pelo quinto ano consecutivo é o veículo de comunicação com a maior e melhor cobertura da Parada do Orgulho de Brasília. Não é a tôa que somos líder de mercado na região Centro-Oeste. E isso devemos à você, nosso internauta.
Parabéns à Associação da Parada (Welton, Milton e Manzan) parabéns à equipe ParouTudo que fez esse blog (Pedro, César, Ricardo e Pedro Muniz) e mais ainda, parabéns aos brasilienses que fizeram essa bonita manifestação.
O nosso muito obrigado e o presente do portal para Brasília é essa linda galeria de fotos, com mais de 100 cliques. Daqui a pouco vem mais fotos.
De São Paulo, Thiago Malva - diretor do ParouTudo.

Parada Gay de Brasília é recorde de público
Por Ricardo Lucas em 18.06.2007 : : 15h30
Foi num clima de paz e alegria que aconteceu no domingo (17) a 10ª parada do orgulho LGBTS de Brasília. A data marcou a volta da manifestação para o Eixão com recorde de público: 24 mil pessoas (seis mil pessoas a mais em relação ao ano anterior).
Em dia de sol forte, as pessoas reuniram-se independente de cor, raça, sexo ou orientação sexual para celebrar o Orgulho Gay e clamar por direitos de LGBT. O trajeto partiu da 109 sul, deu a volta na Rodoviária do Plano Piloto e teve seu término no canteiro central na Esplanada próximo ao Complexo Cultural da República. A animação do evento ficou por conta de três trios elétricos, que contavam com DJs da cena GLS para ferver o público que dançou animado até o fim da noite.
A concentração começou a partir das 14h e a abertura oficial foi dada após as 16h quando a avenida já estava abarrotada de gente. “Nós não devemos nada a ninguém. Discriminação sexual é burrice”, falou Elker Barros organizador da Parada Gay de Taguatinga, que já tem a sua segunda edição marcada para o dia 23 de setembro. “A nossa parada de Taguatinga foi a primeira manifestação LGBT de uma cidade satélite”, complementou.
A deputada distrital Érika Kokay (PT) afirmou que o evento é uma demonstração da luta da população pelo exercício dos direitos humanos em Brasília. “A humanidade é uma só, com várias etnias e várias formas de amar, mas continua sendo uma só. A cidade precisa marchar pelo direito à diversidade, a parada é a marca da liberdade no asfalto”, defendeu.
Após a execução do Hino Nacional, Welton Trindade, presidente da ONG Estruturação deu início à 10ª parada do orgulho LGBTS de Brasília e a multidão começou sua caminhada em meio a muita música e alegria. Milton Santos, também do Estruturação, destacou o grande números de presentes. “Esta massa está visibilizando uma população que sempre esteve invisível”, agradecia. Neste ano a organização preferiu diminuir os discursos na abertura e dividi-los entre os carros e o percurso, interropendo por alguns instantes a música. A redução dos discursos também foi notada pelo aumento de banners de apoiadores e sua constante citação durante o trajeto.
“Esta é a segunda vez que venho à parada de Brasília, mas a primeira que participo da concentração e até agora estou adorando tudo”, afirmou o estudante Paulo Renato que participou do evento com mais três amigos. “As pessoas querem se divertir e ao mesmo tempo lutar pelos seus direitos”, relatou Patrícia Souza, simpatizante da causa que curtia o evento pela primeira vez. Um grupo inteiro de Anápolis também marcou presença pelo terceiro ano consecutivo. “Com certeza é a Parada mais linda do Centro-Oeste”, ressaltaram.
Sem dúvida alguma a volta da manifestação para o Eixão na Asa Sul contribuiu para o fácil acesso e para atrair o olhar e a presença de curiosos, aumentando significativamente o número de presentes. Famílias inteiras curtiam a Parada de suas janelas, embaixo das árvores ou em cima do meio-fio. “A realização de um evento deste porte serve para diminuir o preconceito que domina a cabeça das pessoas. Aqui as pessoas são alegres, receptivas, quem não veio está perdendo”, comenta a dona de casa “Nú”, que veio com alguns amigos e garantiu que no ano próximo estará de volta.
O apelo ao uso da camisinha foi uma constante durante todo o percurso. Vários voluntários estavam espalhados pelo meio da multidão distribuindo preservativos e informando a população de que testes de HIV são feitos na rodoviária do Plano Piloto gratuitamente.
A emoção tomou conta por completo quando por volta das 19h a marcha tomou a Rodoviária do Plano Piloto. Os carros que estavam em volta engarrafados buzinavam em sinal de apoio e as pessoas que por ali passavam nas plataformas superior e inferior pararam para ver a festa que em nenhum só minuto perdeu sua animação. “A parada não é só hoje, é sempre. Temos que lutar por nossos direitos todos os dias”, enfatizava Welton enquanto alguns fogos de artifício iluminavam o céu da capital e uma chuva de papel picado cobria a Rodoviária.
A manifestação sucedeu pacífica e sem nenhuma ocorrência grave. Infelizmente acabou sendo um pouco corrida por ter que liberar o Eixo Rodoviário logo às 18h, mas não prejudicou a animação de quem estava ali para marchar e curtir. No trajeto, apenas os banheiros químicos faltaram.
Matéria por: Ricardo Lucas e Pedro Muniz
Em breve galeria de fotos por: César Rebouças, Pedro Marra e Ricardo Lucas

Sem sombra de dúvida tivemos uma belíssima manifestação.
E você, o que achou?
Começando a caminhada
Por Pedro Marra em 17.06.2007 : : 16h50Ainda não são 17h e o eixão-sul já se encontra tomado pelas cores do arco-íris. O dia continua claro e lindo. E com um céu que só Brasília pode oferecer.

Todos festejam com harmonia, sem brigas, sem stress.
Abrindo a Parada
Por Pedro Marra em 17.06.2007 : : 16h32
Discursando…

…discursando

e abrindo a 10ª Parada do Orgulho LGBT de Brasília
Os primeiros clicks da Parada
Por Ricardo Lucas em 17.06.2007 : : 13h30O ParouTudo traz com exclusivade para você os primeiros clicks da Parada.
Veja o começo da concentração:
Começando a decoração dos trios
Banners e faixas para os trios. Olha a a nossa aí!
Márcio, Andrea e Milton
Bandeira arco-íris
Voluntário e Soninha
Welton Trindade e namorado
Fotógrafa do Estruturação
Quer subir no trio? Este é o homem: Júlio Cardia
DJ Beto Luscious, atração do trio masculino
Cris L`amar, atração do trio feminino
Concentração nas árvores no Eixão
Dia lindo
Por Pedro Marra em 17.06.2007 : : 13h15
O sol está brilhando e o céu está super azul! Como o calor está grande, invista no modelão confortável, arrase no protetor solar e venha curtir com a gente mais uma Parada do Orgulho de Brasília. Beijo-me-liga! Arrasa designer! =)
Equipe
Por Ricardo Lucas em 17.06.2007 : : 13h00Já estamos aqui (com nossas sombrinhas para nos proteger do sol) para trazer todos os clicks e acontecimentos da Parada Gay de Brasília. Além de mim (na esquerda na foto) e Pedro Marra (à direita) temos na cobertura do ParouTudo: César Rebouças e Pedro Muniz.

Está chegando a hora
Por Ricardo Lucas em 16.06.2007 : : 18h00
O Eixão (Eixo Rodoviário) vai ficar mais alegre e colorido neste domingo (17). A partir das 14h, na altura da 109 Sul, ocorre a 10° Parada do Orgulho LGBTS (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros e simpatizantes) de Brasília, que reuniu, em 2006, cerca de 18 mil pessoas, o que a reafirmou, pelo quinto ano consecutivo, como o maior evento de direitos humanos da capital federal. Outra marca da parada brasiliense é o fato dela ser a terceira mais antiga do país.
Como estratégia política, o evento, organizado pela Associação da Parada do Orgulho LGBTS de Brasília, adota um tema a cada ano. O foco de 2007 é Passos que mudam a história, explica Welton Trindade, integrante da comissão organizadora. “Por fazermos dez ano agora, achamos importante a parada falar dela própria. Com o tema, queremos reforçar para a sociedade e para a comunidade LGBT a importância dessas marchas para a diminuição do preconceito e para a melhoria da auto-estima e da consciência de homossexuais, bissexuais e transgêneros. Nessa última década muita coisa melhorou em relação à cidadania LGBT e as paradas foram uma das responsáveis por tal.”
A celebração do que foi percorrido na luta por igualdade, entretanto, não tira os olhos do futuro. Uma das críticas da parada será ao Governo do Distrito Federal, cuja atuação na área, segundo a entidade, é uma das piores no Brasil. As unidades mais avançadas nos direitos LGBT são Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.
O evento começa às 14h. A caminhada será feita em direção à Rodoviária do Plano Piloto. O término ocorrerá ao lado do Complexo Cultural da República.
A respeito do público, Milton Santos, um dos organizadores, diz que há grande variedade. “Há pessoas de todas as idades, raças, classes sociais e orientações sexuais. É uma grande celebração da diversidade em nome do respeito a nós LGBT. A presença de simpatizantes, como chamamos heterossexuais que nos apóiam, é, aliás, cada vez maior.” A parada de Brasília, justamente, como forma de ampliar o leque de apoios à causa e de homenagear os e as simpatizantes é uma das poucas do Brasil que coloca a letra s da categoria em seu nome oficial.
As paradas do orgulho LGBTS, realizadas em grande parte dos países no mundo, são feitas em lembrança da Rebelião de Stonewall, ocorrida no final de junho de 1969 em Nova Iorque. O fato foi motivado pela oposição de gays, lésbicas e travestis à opressão policial e legal ocorrida nessa época na cidade americana contra o grupo. Desse episódio histórico é que se deu o 28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBT.
Com que roupa eu vou?
Por Pedro Marra em 16.06.2007 : : 17h30Domingo é dia de Parada do Orgulho LGBTS de Brasília e o ParouTudo perguntou para algumas figuras da cena qual será seu figurino para a manifestação no Eixão. A meteorologia promete dia claro com poucas nuvens com mínima de 14°C e máxima de 28°C. Veja as dicas e arrase no modelão você também.

Múcio Melo, do Oficina Club, diz que irá de jeans e camiseta, acrescentando alguma corrente como acessório. “O mais básico possível e uma blusa de frio”; ressalta o empresário.

Andréa Stephanie, do Estrtuturação, diz que irá estilo anos 80, com saia curta, meia-arrastão e um top. A fofa diz abusar das cores e da produção, pois acha importante usar a passeata para afirmar a sua identidade como transexual. “Quero mostrar para as pessoas que tenho orgulho de ser assim e por isso vou exagerar um pouco mais”.

Andréa Manzam, Festa Fêmina, diz que irá básica. “Vou trabalhar na coordenação da Parada, então irei de tênis, calça jeans e a camiseta do evento. Mas não vai faltar algum acessório de arco-íris”, ressalta.

Alice Bombom, drag brasiliense: “Eu quero ir glamourosa, poderosa! É difícil eu fazer uma produção de bonitona assim como irei no domingo”. Bombom ainda lembra que é importante extravasar nas cores, para fazermos uma Parada bem colorida.

Márcio Frozen foi misterioso: “Não vou contar. Na verdade nem eu sei direito. Sei que vai ter botão, asas, roupa bastante pelada. Alguma coisa assim bem londrina, que fez sucesso no ano passado”. Um item indispensável para as pessoas levarem: “garrafinha de água. Para depois que beber, colocar a cerveja dentro”.

Norma Pinheiro, produtora da festa Movida, diz que fará linha mais básica. “Calça jeans escura e camiseta branca. E como acessório indispensável eu sugiro os óculos escuros, porque o sol se Deus quiser estará maravilhoso”.
Este é um tópico bem-humorado para você soltar a sua criatividade e se jogar no domingo. E então? Com quem roupa você vai?
Solenidade encerra Semana do Orgulho
Por Ricardo Lucas em 16.06.2007 : : 16h00
Pela quinta vez foi realizada na Câmara Legislativa do DF uma sessão solene em homenagem ao Dia do Orgulho LGBT. A sessão marcou o encerramento da I Semana de Visibilidade LGBT na CL. Com o plenário cheio de militantes, a sessão foi dirigida pela deputada Érika Kokay, a única parlamentar presente.
Os convidados para compor a mesa foram: Jaques Jesus do Acos; Milton Santos do Estruturação; Aline Dias da Harpazzo; Devis Oliveira do Klaus; Melissa Navarro do Coturno de Vênus; Roberta Sampaio do Integração; Welton Trindade do Estruturação e a professora Alejandra Pascoal da UnB.
A sessão foi iniciada após cantado o hino nacional e feito um minuto de silêncio em respeito à morte da militante Malu, falecida recentemente. Érika lembrou que a militante, “que estava sempre presente na primeira fila de todas as lutas” foi a personagem que motivou-a a regulamentar o direito da carteira opcionoal para transexuais.
Antes de ser passada a palavra a cada um dos que compunham a mesa, foi apresentado o curta de documentário ‘Além do Carnaval’ que faz parte de um projeto de James Green para contar a história de homossexuais masculinos no Brasil.
A Parada que completa 10 anos este ano foi lembrada por Welton Trindade por ter influenciado não só na história social, mas também na pessoal de cada LGBT com os avanços claros na luta pelos direitos de LGBTs. “Trezentas pessoas têm tanta importância quanto três milhões, pois em direitos humanos cada um deve ter seu direito assegurado ”, comentou. Érika Kokay concordou que o tema desse ano (Passos que mudam a história), refletisse e avaliasse a própria parada. “Todo fruto é semente, semente que um dia também será fruto”.






Segunda noite do Seminário na Unb
Por Ricardo Lucas em 15.06.2007 : : 11h15Aconteceu na quinta-feira (14), a segunda noite do Seminário na Unb onde foram debatidos assuntos como saúde, políticas públicas e direitos humanos para a população LGBT. Os temas foram discutidos por expositores de diferentes áreas relacionadas aos assuntos em questão em duas mesas redondas.
A primeira mesa que tratava de ‘Saúde como qualidade de vida para a população LGBT’ trouxe como mediadora a Drª. Márcia Ribas, do Fórum de ONG’s de Aids DF. A primeira palestrante da noite foi a Drª. Karen Bruk, do Programa Nacional DST/Aids/MS, que falou da relação entre a Aids e a população LGBT ressaltando a trajetória da doença e sua evolução dentro do meio homossexual. “A epidemia continua concentrada entre os gays, travestis e homens que fazem sexo com homens, mesmo que de uns anos para cá este percentual venha decaindo, é neste público que a epidemia ainda se concentra”, afirmou Karen.
Os palestrantes que seguiram, Dr. Márcio Koshaka integrante da Associação da parada do orgulho LGBTS de Brasília, Drª. Diva Castelo Branco da Gerência de DST/Aids do DF e Drª. Olga Messias do conselho de saúde do DF, enfatizaram um mesmo ponto: a capacitação dos profissionais da área de saúde para lidar com o público LGBT. “Há um despreparo dos profissionais de saúde para lidar com essas questões”, comentou a Drª. Diva. Para tentar contornar esses problemas a Drª. Olga afirmou que: “Temos que trabalhar nas escolas de medicina e o Conselho (de Medicina) pode fazer isso. Por isso é muito importante ter um representante do movimento LGBT dentro do Conselho”.
A segunda parte do debate que trouxe como tema as políticas públicas e direitos humanos de LGBT reuniu na mesa a deputada Érika Kokay da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa do DF; o Secretário de Justiça e Cidadania do DF Raimundo Ribeiro; o Dr. Jaques Jesus, Assessor de Diversidade e Apoio aos cotistas da UnB e a Drª. Alejandra Pascual professora da faculdade de direito da UnB.
Problemas como a homofobia e a luta pela conquista dos direitos LGBT foram os assuntos mais tratados durante o segundo debate. “Nossa sociedade está doente de homofobia e esta não é tratada pela legislação”, analisa a professora Alejandra. Para a deputada Érika Kokay, lutar pelos direitos LGBT é lutar por todos os direitos da humanidade. Perguntado sobre as ações que o novo governo do GDF irá desenvolver sobre a temática, o secretário foi enfático: “Não tenho conhecimento em profundidade, mas tenho o sentimento e a vontade de querer lutar pelas pessoas discriminadas”.


Matéria e fotos: Pedro Muniz
Ânimos exaltam-se em primeira mesa
Por Ricardo Lucas em 14.06.2007 : : 11h24
A solenidade de abertura das discussões na Unb teve como primeira mesa o seminário – Passos que mudam a história – que tem como foco debater as conquistas e desafios na construção dos direitos de LGBT. O evento aconteceu na quarta-feira (13) no auditório Joaquim Nabuco da universidade. A solenidade foi aberta pelo reitor Timothy Mulholland. “Na UnB os direitos humanos tem que ter um espaço para ser discutido”, enfatizou o Reitor.
A primeira noite do seminário foi marcada pelo clima de desentendimento entre alguns palestrantes, mas acima disso foi passado para o público todos os passos percorridos nesses dez anos da parada gay de Brasília.
O debate foi mediado pela professora e organizadora do evento, Alejandra Pascual, e contou com a participação de Cida Diogo, deputada federal (PT/RJ) e coordenadora da Frente Parlamentar pela Livre Expressão Sexual; Melissa Navarro, integrante da Associação Lésbica Feminista de Brasília Coturno de Vênus; Welton Trindade, presidente do Grupo Homossexual de Brasília Estruturação e Caio Varela, organizador das primeiras paradas GLBT de Brasília. Marcus Vinícius também organizador das primeiras paradas não compareceu.
A discussão foi aberta pela deputada Cida Diogo que relembrou o início da parada gay no Brasil, ocorrida no Rio de Janeiro em 1995, onde três mil pessoas caminharam pela Avenida Atlântica em Copacabana em forma de protesto. A deputada falou do andamento do projeto que visa tornar crime a homofobia. “A discussão na casa ainda enfrenta resistência, mas existe um grupo que busca garantir os direitos da comunidade LGBT”, relatou. Cida Diogo falou também da grandiosidade dos eventos LGBT realizados no Brasil. “O maior movimento de massa que existe no País é uma parada gay, é uma festa da cidadania onde todos estão reunidos buscando um só objetivo”, finalizou a deputada sobre a Parada Gay de São Paulo.
Caio Varela deu continuidade ao debate fazendo um retrospecto da trajetória da Parada Gay em Brasília. “A primeira parada que foi organizada pelo grupo Pela Vida, contou com a participação de aproximadamente 300 pessoas e pode ser considerada um divisor de águas para a militância do DF. No ano seguinte, sem o apoio do governo, a parada foi financiada por seus organizadores e pelo dinheiro arrecadado em uma festa feita na extinta boate Garagem”, relatou Caio.
No quinto ano, o grupo Atitude, na época organizador da parada, convidou o grupo Estruturação para auxiliar na organização do evento, sendo criada a Associação da Organização da Parada do Orgulho LGBT de Brasília. A partir do sexto ano, a organização ficou por conta do grupo Estruturação, que permanece nesta atividade até hoje. Outros grupos presentes reclamaram a centralização atual da parada nas mãos do Estruturação e contestaram o nome ‘Associação’ uma vez que, segundo os militantes, “outros grupos são excluídos” e não há uma discussão democrática.
Melissa Navarro discursou sobre a participação das lésbicas nas paradas, enfatizando um preconceito existente dentro do próprio meio homossexual. “Só tivemos a oportunidade de participar da Parada Gay apenas de uns anos para cá. A dificuldade no repasse da verba se devia ao mito de que o dinheiro não seria usado para seu devido fim”, conta Melissa. A integrante do grupo Coturno de Vênus falou ainda sobre os próximos eventos voltados para a comunidade lésbica brasiliense como o mês da visibilidade lésbica em agosto, a terceira Parada Lésbica de Brasília e a primeira Parada Lésbica de Taguatinga.
Antes de a discussão ser aberta para a platéia, Welton Trindade falou sobre a importância da parada para os próprios homossexuais, que enxergam no evento uma oportunidade para eles se assumirem tanto para a sociedade, como para eles mesmos. “O verdadeiro objetivo desta parada é fazer com que os homossexuais tornem-se visíveis, e não tenham vergonha de assumir a sua condição”, finalizou Welton.
Perguntados sobre o porquê do número de participantes da parada de Brasília ser tão pequeno se comparado com de outras cidades, as opiniões se divergem e os ânimos se exaltam entre os integrantes da mesa. “Ano passado, por exemplo, não houve divulgação nos bares GLS de Taguatinga, por causa de uma discriminação de classes dentro do universo GLBT”, afirmou Caio Varela que apontou esse fato como um dos motivos para o baixo número de militantes. “Para mim a parada não é número. O que vale é a participação efetiva de cada um”, rebate Welton Trindade.

Militante Caio Varela e Welton Trindade do Estruturação discordam várias vezes
Com o encerramento dos debates, houve o lançamento da publicação Legislação e Jurisprudência LGBTTT e logo após foi servido um coquetel.
Matéria e fotos: Pedro Muniz



