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O que é típico e irritante do ‘meio gay’?

Por Thales Sabino em 11.10.2007 : : 0h41

pergunta1.jpgA pergunta de hoje foi motivada por um leitor, que escreveu ao ParouTudo para reclamar do ‘meio gay de Brasília’. Com edições para sintetizar a mensagem, seguem trechos do e-mail.

“Não agüento mais sair e ver as mesmas bichinhas e baixarias do meio gls de Brasília. Toda semana são as mesmas caras e o povo parece que só sabe falar mal da vida do outro e fazer carão. Cansei e há dois meses não saio no meio. Estou quase em uma ‘rehab’. Prefiro ver meus poucos amigos de verdade em lugares normais onde posso ter conversas produtivas e menos fúteis. Não quero mais saber de viado especulando minha vida ou olhando de cima a baixo minha roupa quando chego nos lugares”, escreveu Lucas* (nome fictício).

Ao comentar o caso aqui no ParouTudo, um dos integrantes da redação do portal emendou o desabafo de Lucas. “Os bofes bons não saem com quem está no meio. E eles fazem questão de deixar isso claro no perfil dos sites de relacionamento: ‘não curtem afeminados nem quem freqüenta lugares GLS’. Tanto que muita bee mente dizendo que não freqüenta, mesmo que toda semana ela esteja lá batendo cartão”, disse nosso colaborador que não quis se identificar (por que será?).

A pergunta é: O que é típico e irritante do ‘meio gay’? Por que tanta gente opta por não ’sair no meio’ mesmo sendo assumido? Por que freqüentá-lo é muitas vezes um impedimento na hora de conhecer um pretendente pela internet? Afinal, qual é o problema do ‘meio’?

Como é sua relação com seus pais?

Por Thales Sabino em 02.10.2007 : : 22h00

pergunta.jpgDepois de alguns dias sem atualizar a ‘Opinião do Leitor’, o ParouTudo quer saber de seus leitores: como é sua relação com a família? É claro que esperamos respostas que sirvam para a troca de experiências entre os internautas, já que todo mundo sempre tem algo a ensinar.

: : O tema dessa pergunta tem uma inspiração. No último fim de semana, fui supreendido pela ligação de uma bissexual que está internada em uma clínica de desintoxiação no Lago Norte. O motivo do telefonema: denunciar uma situação de homofobia. Sem autorização para falar com ninguém fora da clínica, ela me ligou (escondida) de um orelhão para dizer que havia se envolvido afetivamente com duas pessoas lá dentro. pergunta.jpgO primeiro caso foi um rapaz, também internado, e que não incomodou os médicos. O segundo foi com uma garota, que foi parar lá internada pela família porque foi pega com maconha. Ao contrário do primeiro relacionamento, o affair lésbico não foi bem visto pela direção da clínica, que separou as duas garotas e as proibiu de se verem.

Prometi à garota que me ligou que passaria o caso para o Estruturação ou o Coturno de Vênus, ONGs que podem ajudar com apoio jurídico. Mas perguntei: O que seus pais acharam dessa situação? Foi então que ela contou que eles não poderiam saber, ainda mais naquelas circunstâncias.

A ‘Opinpergunta.jpgião do Leitor’ do ParouTudo de hoje quer saber:
Seus pais sabem de sua orientação sexual? Eles o apóiam, reprimem ou fingem que não sabem de nada mesmo depois de você ter contado? E como é sua relação com eles? Se ‘assumido’, você tem pais amigos, do tipo que dá o ombro para você chorar depois de um fora? Ou eles preferem se manter distantes? Se ‘não-assumido’, como você se sente quando eles perguntam sobre namoradas (no caso dos homens)? Dá para se sentir integralmente amado mesmo ocultando um lado tão importante como sua orientação sexual? Opine. Aqui o espaço é seu!

Espelho, espelho meu… barriga, rosto, peito, bumbum ou braços: o que você quer mudar?

Por Thales Sabino em 10.09.2007 : : 1h54

ime.jpgO que você melhoraria em seu corpo? Responda à pergunta do leitor de hoje e concorra a tratamento em clínica de estética.

O ParouTudo e o Instituto de Medicina Estética (IME) querem saber: que parte do seu corpo você mudaria? Mais do que isso, aproveite e fale como você lida com a ‘ditadura da beleza’, considerando que entre os gays a cobrança por um corpo perfeito parece ser infinitamente maior. Você é do tipo que passa horas na academia todos os dias e faz dietas? E gasta com produtos de beleza, faz depilação, limpeza de pele e procedimentos cirúrgicos para ficar com tudo em cima?

Barriga, rosto, peito, bumbum ou braços: o que você quer mudar? Os internautas que responderem às perguntas desta edição da ‘Opinião do Leitor’ vão concorrer a um tratamento de eletrolipoforese (gordura localizada) no IME, no total de 5 sessões (correspondentes ao valor de R$ 250). Para participar do sorteio, deixe seu comentário com nome e um e-mail válido (não coloque telefone ou dados sigilosos) até o dia 12 de setembro, quarta-feira, às 18h.

O ganhador será contactado por e-mail.

Quão próximo você se sente da Aids?

Por Thales Sabino em 01.09.2007 : : 0h53

aids.gifDos últimos meses para cá, o principal jornal da capital do país estampa no guia de fim de semana os principais eventos GLS e atrações de interesse do público gay. Após pesquisar a fundo os cadernos culturais dos últimos 30 anos na cidade, o ParouTudo detectou que o único período em que houve semelhante ‘abertura’ da mídia convencional se deu nos anos 70, na época dos espetáculos de transformistas da New Aquarius.

O surgimento da Aids, no começo dos anos 80, e a disseminação da imagem de que o gay é promíscuo, doente e “pode contaminar quem está por perto”, coincide com uma considerável diminuição no espaço dado pelos jornais às festas GLS. O preconceito da sociedade não é claramente reproduzido pela imprensa nem pelos cadernos de Lazer dos jornais, mas é aí que entra o silêncio.

Se “o silêncio não significa ausência de mensagem”, como afirma o estudioso Rosalind Gill, o que se pode entender como `visibilidade do entretenimento gay` no período de 1983 a 2003 em Brasília se não uma grande cortina de fumaça? Hoje, depois desse período e dos enormes avanços dos tratamentos dos portadores do HIV paralelamente aos dos direitos dos LGBT no país nos últimos anos, há a sensação de que a epidemia não está mais entre os gays?

Todo esse raciocínio complexo serve para introduzir um assunto: a proximidade (ou a falta dela) dos jovens gays com a Aids. É comum ouvir quem tem mais de 30 anos dizer que viu amigos morrerem em decorrência de doenças oportunistas do vírus. Hoje, com o avanço dos coquetéis e tudo mais, é raro ouvir qualquer relato parecido entre os gays com menos de 25 anos.

: : As perguntas são: Você conhece algum portador do HIV? Você tem amigo(s) vivem com Aids? Você se previne sempre nas relações sexuais? Sem paranóias, quão próximo você se sente do vírus? Você conhece todas as formas de contágio?

Relacionamento aberto: dá certo?

Por Thales Sabino em 23.08.2007 : : 12h27

blog_pergunta3.gifA edição mais recente da revista paulista A Capa traz uma reportagem do jornalista Ferdinando Martins sobre relacionamento aberto. Com o título ‘Abrir ou Não Abrir - eis a questão’ a matéria traz diversos depoimentos sobre a prática. O jornalista sugere: ‘basta sondar seus amigos gays para descobrir que a maioria defende os relacionamentos abertos’.

Um trecho do texto classifica as relações: casal 20 (ninguém trai); cego, surdo e mudo (ambos fingem que ninguém trai); contratuais (podem trair, mas com regras para não pegarem amigos, pessoas da mesma idade, etc) ; sexuais (podem trair, mas apenas para transas); em dupla (traem somente juntos, a três ou mais - nunca separados); e vale tudo (liberou geral). É no mínimo divertida essa tabela de ‘abertura’ dos relacionamentos.

A pergunta é: você concorda com a relação aberta? Já viveu ou vive essa experiência? O que tem de legal/ruim?  

Qual é sua fórmula para sair do armário?

Por Thales Sabino em 16.08.2007 : : 5h06

blog_pergunta2.gifNa última terça-feira o tema da reunião semanal do Estruturação - Grupo LGBT de Brasília foi: “Histórias de quem se assumiu. O que de certo e de errado você fez ao tornar pública sua orientação sexual/identidade de gênero? E você que não se assumiu, como pensa fazer isso?”.

Há uns dias um leitor nos escreveu para dizer que teve uma história curiosa de saída do armário para a família. Depois de relutar a adolescência inteira para contar que era gay aos pais divorciados, viu-se arrancado sem querer do guarda-roupa. O moço encontrou o pai no bar Barulho dando close com umas amigas. Quando o pai viu o filho, quem pediu sigilo foi o menino. Ele implorou que não contasse a ninguém que era gay. “Não quero ter um pai assumido. Acho ridículo um velho que foi casado e tem filhos virar gay e contar para todo mundo, ainda por cima com um filho gay. Eu sou gay com orgulho, mas meu pai não tem nada a ver”. E existe idade para querer sair do armário?

Depois de semanas comentando o outing (saída do armário) forçado de famosos, o ParouTudo quer saber de você, leitor(a), como é sua postura publicamente quando o assunto é homossexualidade. Você está no armário? Ou já saiu para a família e os amigos mas ainda mantém um pezinho dentro dele (no trabalho, faculdade, etc)?

Tem gente que nem lembra mais o que é armário. É seu caso? Como foi o processo de assumir-se gay/lésbica/bi/trans ao mundo? Mas se você, ao contrário, não se assume nem pretende se assumir, conte-nos o motivo dessa opção. Sim, porque viver dentro ou fora do armário, diferentemente de sua sexualidade, é uma opção.

Conte-nos tudo.

Você faz pegação? Conte-nos tudo!

Por Thales Sabino em 01.08.2007 : : 16h59

blog_pergunta.gifCom a internet tudo mudou no mundo. E nesse balaio de mudanças e evoluções está a sempre polêmica “pegação”. Até pouco tempo atrás, se falava muito de pontos de pegação em Brasília, como os estacionamentos do Parque da Cidade, cinemão do Conic e os banheiros públicos. Não que esses tenham deixado de ser usados por gays para a danada da pegação, mas é fato que a internet facilitou e domina a lista possibilidades para quem quer ter um encontro rápido (real ou virtual) com alguém.

As perguntas do dia são várias: Você faz pegação? Que tipo você prefere? A que começa no virtual ou no mundo real? Você tem perfil em alguma página de encontros, como o ManHunt? E de pegação pode nascer namoro? Qual situação mais engraçada ou interessante você já passou fazendo pegação? Que cuidados você toma para evitar problemas com assaltos, agressões, etc?

 

 

O que falta na cena de Brasília?

Por Thales Sabino em 25.07.2007 : : 15h44

blog_pergunta3.gifÀs vezes o ParouTudo funciona como uma ouvidoria extra-oficial da cena GLS de Brasília. É impressionante a quantidade de e-mails que recebemos com sugestões, reclamações e críticas de coisas que, aparentemente, nada têm a ver diretamente com o site.

Uma das mais recentes e recorrentes reclamações tem partido das lésbicas, que estão pedindo festas voltadas para elas. Concordo e apóio a reclamação. Em São Paulo, esse tipo de evento da super certo. Tem até a enorme festa Diva, que rola esporadicamente e elas adoram.

Outra coisa que ouvimos sempre é que faltam bares que sirvam de alternativa ao Beirute e agências de turismo especializadas. Outra reclamação é que as festas são legais, mas estão caindo na mesmice.

Enfim, mais do que reclamar, tente propor sugestões. 

A pergunta é: O que você acha que falta na cena brasiliense?

Gay não procura relacionamento sério?

Por Thales Sabino em 18.07.2007 : : 1h41

blog_pergunta2.gifAlguns assuntos recaem no clichê, mas nunca deixam de ser interessantes. Conversando com uma amiga sobre relacionamento gay, ouvi a seguinte opinião: “Vocês, gays, não se prendem fácil a ninguém porque não vivem a pressão de ter que mostrar `a mesma namorada` para a família todo dia. Como não rola essa obrigação, não ligam a mínima se trocam de parceiro no dia seguinte. Assim, vocês não fazem muito esforço para manter uma relação por muito tempo”.

Comentei com um amigo o que a mulher me falou. A opinião dele foi parecida em parte, mas acrescentou: “Não temos que viver essa pressão [de apresentar o parceiro para o mundo], mas ao mesmo tempo damos um jeito de vivê-la. `Estar sozinho` é um rótulo que a maioria não quer carregar. Então, todo dia, a cada encontro marcado pela internet, mais do que resolver as necessidades fisiológicas, o gay quer saciar um pouco dessa carência sentimental. Mas a maioria não quer um relacionamento sério de verdade. Sexo rápido é muito mais prático, dá menos sofrimento e evita dor de cabeça“.

Salvas as exceções, acho que é mais ou menos isso mesmo. Não é à toa que um dos maiores anunciantes do ParouTudo é o site de relacionamentos ManHunt.net, que se tornou febre entre os brasilienses, superando a sala de bate-papo do Terra (até pouco tempo, principal ponto de pegação) e outras páginas de encontros online.

A pergunta é: Você concorda que a maioria dos gays não procura um relacionamento sério? Por quê? E que linha você faz: rápido-indolor ou demorado-sofredor?

Que tipo você foi na escola?

Por Thales Sabino em 11.07.2007 : : 8h28

blog_pergunta1.gifDia desses, conversando com dois garotos que ainda não saíram do colégio, ouvi histórias parecidas com a minha e a de muitos homossexuais. Um deles comentou que não tem amigos na escola e que fica o intervalo inteiro na própria sala de aula. Perguntei se ele era amigo das meninas. A resposta foi a padrão: “Sim, os meninos me odeiam”.

Conversa vai, conversa vem, o mocinho comentou que começou a se sentir melhor com a própria orientação sexual depois que conheceu o ParouTudo (que mostrou para ele que “existem outros gays em Brasília, e são felizes”).

Como daqui a seis meses ele presta vestibular, brinquei de fazer premonições. Falei: “Algumas coisas vão mudar drasticamente depois que você terminar o terceiro ano. A primeira é que você vai ficar mais bonito, inteligente, conhecer um monte de pessoas interessantes e vez ou outra vai encontrar, no ManHunt e nas festas gays, alguns dos meninos que te odeiam hoje. A sensação de alívio vai ser enorme e você vai rir dessa fase que vive hoje. Você vai ser mais feliz”.

As perguntas são: Que tipo de gay você foi (é) no colégio? Tímido-excluído, pintosa-popular, machinho-enrustido? Se já terminou o colégio, o que mudou na sua vida? Que dicas dá para quem ainda sofre com a perseguição dos colegas?

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