GGB quer financiar monumento a Edson Néris
Por Thales Sabino em 09.06.2008 : : 12h32Por Beto Sato e Ferdinando Martins
Paulista com coração de baiano, ou vice-versa, Luiz Mott é um dos militantes mais atuantes no Brasil. Durante a I Conferência Nacional LGBT, encerrada na madrugada desta segunda-feira em Brasília, ele e seu companheira Marcelo Cerqueira tiveram a idéia de apresentar um moção solicitando ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a construção de um monumento a Édson Néris, homossexual brutalmente assassinado em 2000. Se a idéia for aprovada, o O Grupo Gay da Bahia se encarregará do financiamento e produção do monumento.
A justificativa, segundo Mott, é o fato de São Paulo ser “o estado que nos últimos anos mais tem ocorrido assassinato de homossexuais no Brasil”. “Além disso”, explica, “o assassinato de Édson Néris foi o crime homofóbico que causou maior comoção popular e dentro da comunidade, haja vista a crueldade como uma gangue neo-nazista massacrou este jovem paulistano de família baiana”.
O monumento proposto é em forma de triângulo de mármore rosa, com laterais de 1 metro, no local exato onde Edson Neris foi assassinado, com os dizeres “EDSON NERIS [*1964+6/2/2000], Massacrado por uma gangue de neo-nazistas, Causa Mortis: HOMOFOBIA”.
“Esta proposta teve como inspirador o militante paulista Ricardo Aguieiras, secundada pelo Grupo Gay da Bahia, que em 2002 imprimiu cartazes com a foto de Edson Neris, incluindo-o na capa do livro sobre assassinato de homossexuais no Brasil”, diz Mott.