Sargentos gays estampam capa da revista Época
Por Thales Sabino em 02.06.2008 : : 16h46A edição desta semana da revista Época, publicada pela editora Globo (datada de 30 de maio), trouxe na capa um casal de sargentos de Brasília que alega estar sofrendo homofobia e perseguição depois que um deles denunciou irregularidades dentro da instituição.
Com a chamada ‘Eles são do exército. Eles são parceiros. Eles são gays’, a reportagem é assinada por Rodrigo Rangel e Solange Azevedo. Nas fotos de Ricardo Labastier, os dois aparecem abraçados e de camisetas camufladas. Na versão online da revista há ainda uma imagem em que eles se beijam. Em um vídeo no YouTube, o casal comenta o preconceito e a homossexualidade nas forças armadas.

A matéria conta a relação de Fernando Alcântara de Figueiredo e Laci Marinho de Araújo (foto), que se conheceram ao chegarem em Brasília há mais de 10 anos para servirem no Batalhão da Guarda Presidencial. ‘É o primeiro caso de militares da ativa do Exército Brasileiro que, além de assumirem ser homossexuais, admitem uma relação estável e, mais que isso, mostram a cara’, celebra a reportagem.
Catapultados para fora do armário (eles dizem que até então mantinham a relação em segredo até mesmo da família), os dois disseram à revista que estão passando por um drama. O Exército pediu a transferência dos dois - separadamente - para Oscasco (SP) e São Leopoldo (RS). Para piorar, como Laci estava com a documentação de seu pedido de licença médica irregular de acordo com o Exército, foi pedida a prisão dele pela justiça militar. Após o julgamento, ele poderá ser expulso da corporação. Além de sargento, Laci também é cantor e se apresenta com uma banda como cover de Cássia Eller, o que já havia sido motivo de advertência no trabalho.
Clique para ver trechos da entrevista em vídeo:
Nossa o Sargento Laci falou tudo em sua frase final “se for pecado ser homossexual dentro do Exército Brasilieiro, então vamos feichar as portas” pura verdade e as pessoa que são da institução acabam sofrendo mais preconceito das pessoas que estão lá dentro escondendo-se dentro do armário.
Ao verem que as pessoas conseguiram sair de dentro do ármário e eles não conseguem eles ridicularizam seus colegas de farda.
Vamos dizer um BASTA para o preconceito dentro de qualquer instituição seja ela militar ou não, não queremos mais ser descriminados…
Precisamos urtemente nos movimentar para ajudar esses rapazes, até mesmo para pedir garantia de vida para aquele que foi preso.
Precisamos urgentemente nos movimentar para ajudar esses rapazes, até mesmo para pedir garantia de vida para aquele que foi preso.