Entrevista: DJ americano Joe Gauthreaux
Por Ricardo Lucas em 05.04.2008 : : 12h24
Joe Gauthreaux é o nome americano da constelação de atrações que estão aqui no Rio Quente Resort para tocar no Hot Mix Festival neste sábado à noite. Nascido em New Orleans, o DJ de 31 anos toca há 11 anos e atualmente mora em Nova York, onde é residente da Splash e do Pier Dance, festa que reuni mais de seis mil pessoas durante a semana da parada da cidade.
Esta é a segunda vez que o DJ vem ao Brasil. Antes, tocou no Cine Ideal, no Rio de Janeiro, em 2006. Veja a conversa do ParouTudo com ele:
Como você começou a tocar?
Quando eu tinha 17 anos, já ia aos clubes em News Orleans e curtia muito todo aquele fervo da cidade. Foi então que convenci um DJ a ser o meu guru. Depois de praticar muito distribuí CDs com meu som a várias boates. Foi então que comecei a tocar no Oz, onde toco de vez em quando até hoje, e outras oportunidades foram aparecendo.
A influência do jazz da cidade está na sua música?
Acredito que não. A cidade em si como um todo é conhecida por uma música de qualidade e eu me destaco no meio eletrônico. A cidade é muito democrática neste sentido. Mesmo quando acontecem os grandes festivais de jazz, os clubes estão bombando.
Você é um DJ bonito. Acredita que hoje este elemento ajuda a se destacar na cena?
Tenho boas fotos de divulgação minhas porque realmente quem está me bookando gosta de comprar uma imagem associada a boa música, porque os DJs tem cada vez mais importância na cena. Somos realmente as estrelas de muitos eventos. Mas por outro lado já não gosto de tirar fotos sem camisa e vender esta imagem. O principal para mim é que as pessoas escutem minha música e apreciem. Não quero ser nenhum símbolo sexual.
Quando veio ao Brasil em 2006 o que achou da nossa vibe?
É maravilhosa. Gostei muito de tocar aqui e estou feliz por estar aqui novamente. Acho que as pessoas aqui se divertem ainda mais. Não há preocupações e estão felizes por estarem se divertindo. Acho que como ser gay nos EUA é mais aceitado do aqui, então os brasileiros aproveitam este espaço onde pode ser o que são e se jogam mesmo.
O que você conhecia do Brasil?
Deixa eu pensar para não parecer um americano estúpido (risos). No âmbito da música eletrônica já ouvi a respeito da DJ Ana Paula e do José….? (pensativo) Humm, ele acho que é mexicano, né? Ou então de algum lugar ao sul dos EUA. Agora você me pegou. Acho que realmente não sei muito sobre o Brasil. Sei que vocês tem um tempo maravilhoso. Apesar que agora aqui não está tão assim, né? Mas foi ótimo conhecer estas piscinas termais. Nunca havia ido a uma.

O que podemos esperar do seu set aqui no festival?
Vou ouvir primeiro os DJs anteriores e ter uma idéia do que vou fazer. Como me colocaram depois da Ana Paula será uma responsabilidade muita grande, afinal ouvi dizer que é a melhor do Brasil. Como entro às cinco da manhã o sol vai estar nascendo então estou programando algo com muita energia.
Como é tocar para um público totalmente desconhecido e diferente do que você está acostumado?
De certa forma é desafiante. Mas as pessoas conhecem meu som e se me bookam para um evento como este ou qualquer outro é porque acreditam que eu vou encaixar. Não acredito que aqui por exemplo as pessoas possam pensar ‘Que som este cara está tocando?’. Pelo menos no Cine Ideal as pessoas se divertiram bastante.
Fotos: Thales Sabino