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Metade dos infectados pelo HIV demora a procurar tratamento no Brasil

Por Thales Sabino em 21.02.2008 : : 0h32

A Agência Brasil publicou na última semana que quase metade dos brasileiros portadores do vírus HIV demora a começar o tratamento à base de coquetéis anti-retrovirais. A informação é do relatório UNGASS: Resposta Brasileira à Epidemia de Aids 2005-2007, divulgado no dia 14 pelo Ministério da Saúde.

A reportagem afirma que, entre 2003 e 2006, 43,7% dos brasileiros infectados com idade acima de 15 anos já chegaram aos serviços de saúde com algum tipo de deficiência imunológica ou com sintomas da aids. De um total de 115.441 pessoas infectadas, 14.462 (28,7%) morreram logo no início do tratamento, em decorrência de quadros clínicos mais graves. Na região Centro-Oeste, 47,4% dos infectados procuraram tratamento tardiamente.

“O perfil da epidemia mudou radicalmente no Brasil. Hoje, é uma epidemia predominantemente heterossexual, ou seja, pessoas que têm sexo desprotegido com pessoas de outro sexo. Todo mundo que tem vida sexual ativa tem que pensar na qualidade da sua relação”, declarou a diretora do Programa Nacional DST/Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.

O relatório aponta que 94,8% das pessoas infectadas no país estão sendo tratadas ” ainda que tardiamente. O documento destaca que a aids no Brasil aumentou entre a população acima de 50 anos e, sobretudo, acima dos 60 anos. “É um grupo populacional que não cresceu usando preservativo e que, hoje, não percebe o risco. Enquanto o jovem aumentou o uso do preservativo, isso cai radicalmente à medida que aumenta a idade.”

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