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Pesquisa LGBT: 64% sofreram violência

Por Estruturação em 25.01.2008 : : 10h18

 

A pesquisa sobre violência realizada pelo Estruturação revela um cenário imensamente preocupante a respeito da nossa cidadania e até da nossa integridade física. O Estruturação irá cobrar providências do poder público do DF, que, atualmente, é um dos responsáveis por esses dados, tendo em vista o descaso com nossos direitos vindos dos governos da capital federal, independentemente de partidos.

Estamos no processo de agendamento de audiência com a Secretaria de Justiça e Cidadania para, oficialmente, entregar essa pesquisa ao Governo do Distrito Federal e dizer com todas as palavras: nós LGBT exigimos o mínimo desse governo: respeito! Esperamos que todos e todas vocês estejam alerta conosco. Não seja vítima, seja protagonista de sua história. Lutemos!

PRESS RELEASE

Pesquisa inédita promovida pela ONG Estruturação - Grupo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) de Brasília - aponta que 64% desse segmento da capital federal já sofreram algum tipo de violência, quer seja física ou psicológica, em locais onde assumem sua orientação sexual ou identidade de gênero nos últimos dois anos.

Dentre os que sofreram violência, 41,2% afirmaram ter sido vítimas de xingamento em locais públicos; 23,2% sofreram agressões físicas; 9,6% foram impedidos de beijar seus parceiros em locais públicos; 8,8% perderam o emprego; 8,3% foram impedidos de entrar ou foram expulsos de locais públicos; e 8,8% sofreram outros tipos de violência.

Segundo o coordenador do Núcleo de Pesquisas do Estruturação, José Jance Marques, ao serem perguntados se já sofreram algum tipo de violência por parte de líderes religiosos nos últimos dois anos, 65,7% dos entrevistados responderam que sim. “O que mais assusta nos dados sobre a violência sofrida nos últimos dois anos refere-se à praticada pelos líderes religiosos ou por fiéis de denominações cristãs”.

Destes, 24,3% foram vítimas de agressões verbais por pastores/padres em locais públicos; 13,2% foram denominados como doentes por pastores evangélicos; 9,8% se sentiram agredidos por programas evangélicos veiculados na TV; 9,4% foram vítimas de agressão física por parte de fiéis cristãos; 8,9% foram impedidos de entrar ou foram expulsos de Igrejas evangélicas; 8,5% passaram pela mesma situação em igrejas católicas. No mais, 8,5% se sentiram agredidos com pastores afirmando que o amor LGBT é um pecado mortal; 8,1% foram vítimas de outras espécies de violência.

A ONG entrevistou 356 pessoas entre gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais durante os dias 22 de junho e 19 de setembro de 2007 nos locais freqüentados pelo público LGBT na capital federal. Esta pesquisa é o primeiro passo de um projeto ainda maior promovido pelo Estruturação.

O Estruturação realiza a mesma pesquisa em nível nacional, através de um questionário aplicado na web, com o apoio de portais como ParouTudo, MixBrasil e E-jovem. A pesquisa diferencia-se das demais aplicadas na rede mundial de computadores por ser gerada e administrada pelo Software Sphinx, que detecta e inviabiliza qualquer tipo de fraude por parte do respondente.

Para participar da pesquisa, clique aqui

Plano Piloto e Taguatinga têm as cores do arco-íris!

Por Estruturação em 20.01.2008 : : 23h07

Pesquisa realizada pela ONG Estruturação ” Grupo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) de Brasília pela internet entre pessoas desse segmento quis responder a dúvida sobre quais cidades do DF possuem mais LGBT proporcionalmente à sua população. Queria-se comprovar, enfim, onde o arco-íris, símbolo internacional do movimento LGBT, tem cores mais fortes na capital federal.

O Plano Piloto ganhou o título de cidade mais gay e bissexual masculino e mais lésbica e bissexual feminino, que eram duas das três categorias a serem votadas. Como região administrativa onde há mais travestis, transexuais e transgêneros, a ganhadora foi Taguatinga. A votação ocorreu no site Paroutudo.com de 4 a 20 de janeiro deste ano.

Na categoria gay e bissexual masculino, o Plano Piloto ficou com 40% dos votos em primeiro. O segundo lugar ratificou a fama “colorida” do Sudoeste, conhecido no meio homossexual como Sudogay. Essa região administrativa teve 25% dos votos. A terceira foi Taguatinga com 18%.

A respeito de lésbicas e mulheres bissexuais, o título ficou também com o Plano Piloto, com 39% dos votos. Entretanto, o restante do pódio ficou diferente. Taguatinga levou a medalha de prata com 21% e o Guará, a de bronze com 9%.

Taguatinga foi a vencedora na categoria cidade onde há mais travestis, transexuais e transgêneros em relação à população total da cidade. Trinta e cinco por cento dos participantes da pesquisa, que não tem cunho científico, votaram na região administrativa. O Plano Piloto ficou com 28% em segundo e Ceilândia em terceiro com 22%. Essa foi a disputa mais acirrada entre cidades na pesquisa.

O objetivo da pesquisa foi reforçar o caráter comunitário entre LGBT, já que o local de moradia é um forte vínculo social e de identidade, e servir de subsídio para a cobrança de políticas públicas voltadas a essa comunidade.

Com o resultado finalizado, o Estruturação, entidade de direitos humanos com 14 anos de existência, irá solicitar oficialmente, nesta segunda 21, reunião com os administradores do Plano Piloto e de Taguatinga para entregar-lhes os certificados de cidades mais LGBT e apresentar demandas específicas para os segmentos. “Vamos pedir ações concretas em benefício da nossa comunidade e contra o preconceito, tais como campanhas contra a homofobia”, explica Welton Trindade, diretor da entidade.

“Com a experiência no Plano Piloto e em Taguatinga, que temos certeza que será bem positiva, queremos expandir essa parceria para as outras cidades do DF, afinal em todas elas, claro, há LGBT”, continua Trindade.

Pornografia, reunião e pizza

Por Estruturação em 08.10.2007 : : 14h42

p_or.jpgDo que somos feitos? De amor, de decepções, de orgulho, de rejeição do preconceito, de alegrias, de bolos de chocolate e de pornografia… Ou não? Venha ao Estruturação e revele-se.

Terça-feira (9), às 19h30 - Reunião LGBTS - Pornografia: como você se relaciona com ela? Ela tem alguma importância para você? Por que você a louva? Ou por que você a rejeita? Ela não influi? Ela contribui(u) para você descobrir-se LGBT?

Quarta-feira (10), às 19h30 - Reunião do Núcleo de Surdos e Surdas

E não se esqueça:

Quarta-feira (17), entre 20h30 e meia-noite: Pizza arco-íris! Jantar para posse da nova diretoria do Estruturação e lançamento de seguro de vida inédito para casais homossexuais na Pizza Hut. Por R$ 40 você come rodízio de pizzas, bebe refrigerante à vontade e ainda ajuda o Estruturação. Se você não puder ir será uma pena, mas sua ajuda financeira é bem-vinda. Convites à venda pelo e-mail estruturacao@estruturacao.org.br

Perfil inédito das entidades GLT do Brasil

Por Estruturação em 03.08.2007 : : 14h29

Levantamento nacional realizado pela ONG Estruturação derruba
e confirma vários mitos sobre o ativismo arco-íris do país

Até agora, questões como se a maioria dos dirigentes das entidades de gays, lésbicas e transgêneros (GLT) do Brasil são brancos ou de outras etnias, se lésbicas realmente têm dificuldade de ser presidentes dessas organizações e quem, afinal, mais patrocina paradas no país ficavam apenas na especulação, no batido “eu acho que”. O I Levantamento Nacional de Entidades do Movimento GLT, divulgado nesta sexta 3 de agosto, entretanto, tira o tom especulativo daquelas questões ao dar respostas a elas.

A pesquisa, feita pelo Estruturação ” Grupo LGBT de Brasília em outubro e novembro de 2005, faz um extenso raio-x das organizações que constroem o ativismo arco-íris no país. O levantamento foi realizado junto com as pré-inscrições para o XII Encontro Brasileiro de GLT (EBGLT) Adamor Guedes, realizado de 8 a 11 de novembro daquele ano. Foram pesquisadas 133 organizações de 25 unidades da Federação (exceção de Acre e Amapá). A demora na publicização do documento é justificada pela intenção da entidade de divulgá-lo no ano da nova edição do encontro brasileiro, cuja realização em 2007 ainda não foi decidida pelo movimento. O encontro é bianual. O nome GLT do documento se deve ao fato de ser essa a sigla oficial do XII EBGLT Adamor Guedes, que não incluia bissexuais nem, especificamente, travestis e transexuais.

Welton Trindade, presidente do Estruturação e idealizador e coordenador do levantamento, diz que, efetuado esse primeiro passo, é fundamental que novas edições da pesquisa sejam feitas. “Uma pesquisa por si só mostra muita coisa, mas a evolução ou involução das questões postas por ela é fundamental. E isso só se alcança com comparações feitas entre diagnósticos ao longo do tempo. Veremos com o movimento uma forma de realizar o segundo levantamento em breve. E daí, o terceiro, o quarto etc.”

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Clique aqui para ler a pesquisa completa.

São algumas conclusões do I Levantamento Nacional de Entidades do Movimento GLT:

: : A maioria (45,1%) das entidades aluga sua sede. De outros 19,5% é cedida.

: : O período da tarde é aquele em que mais as entidades funcionam (65,4%).

: : As entidades possuem média de dois computadores com impressora e TV.

: : O movimento LGBT passa por uma renovação. 26,3% das entidades tinham apenas um ano de fundação na época da pesquisa e 15%, dois. Por outro lado, 18% tinham mais de sete anos de existência.

: : Isoladamente, branco é a etnia mais presente em todos os cargos da diretoria das entidades, mas ela perde em todos os postos quando se soma as outras raças. Dentro da soma das quatro outras etnias, o branco sempre tem percentual menor que 50% (e, conseqüentemente, para se alcançar 100%, vê-se que o não-branco (preto, pardo, amarelo e indígena) é maioria).

: : Constata-se que significativa maioria dos presidentes de entidades do movimento LGBT são gays (67,4%). Nos outros postos, o número relativo diminui, mas a presença gay continua acentuada. Quando o cargo em análise é o de presidente, lésbicas têm baixa representação (4,2%), entretanto, em outros cargos, elas, em média, mais que quadruplicam sua presença nos cargos diretivos. No que concerne a travestis, o segundo cargo mais ocupados por elas é o de presidente (12,6%).

: : Das estratégias de captação de recursos, elaboração de projetos financiados (21,4%) é a mais utilizada. Em seguida, há as festas (20,2%).

: : 78,9% das cidades das entidades participantes do XII EBGLT Adamor Guedes comemoram o Dia Internacional do Orgulho GLBT.

: : Em recursos para realização das paradas, as prefeituras ocupam o primeiro lugar com 19,3%, seguidas do Programa Nacional de DST/Aids (18%) e do Ministério da Cultura (17,5%). A soma resulta no panorama de que essas três fontes arcam com 54,8% dos custos das paradas realizadas pelas entidades presentes no XII EBGLT Adamor Guedes. O patrocínio empresarial é de apenas 6,4%.

: : Enquanto o Ministério da Cultura apoiou as comemorações do 28 de junho com 17,5% do orçamento gasto nelas, esse órgão entrou com apenas 2,9% nos gastos feitos com eventos do Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. Guardando a ordem de eventos, o Programa Nacional de DST/Aids representou 18% e 3,2% em cada orçamento.

: : Dos três níveis de gestões, o federal é o mais bem avaliado pelas entidades. 16,5% delas consideram o trabalho do governo federal ótimo (o maior dentre os três níveis) e 81,9% o aprovam (soma de ótima, muito boa e boa), também a maior aprovação. Na época da pesquisa, o presidente era Luiz Inácio Lula da Silva.

Mais informações
Welton Trindade
61 3441-0212 / 3036-4544 / 9906-5615
estruturacao@estruturacao.org.br

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