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POLÊMICA: Impedido de doar sangue

Por Estruturação em 14.11.2007 : : 10h45

Matéria publicada no Jornal de Brasília nesta data. Reproduzida em parte com fins de divulgação do ocorrido e clipping. Ao final da reportagem leia a opinião do grupo Estruturação.

POLÊMICA: Impedido de doar sangue

sangue.jpgGarçom fica desapontado ao saber que não poderia fazer a doação no Hemocentro por ser homossexual. Proibição está prevista em norma da Anvisa

Luiz Calcagno

O garçom Marcos Araújo, 32 anos, tomou uma decisão solidária, no último sábado. Ao visitar a Fundação Hemocentro de Brasília para conhecer os projetos sociais desenvolvidos pela instituição resolveu se juntar ao time de doadores de sangue. Mas foi impedido. O motivo? Por ter declarado, na hora dos procedimentos habituais aplicados pelo hemocentro, que é homossexual.

“Já vi vários anúncios e nunca ninguém disse que homossexual não pode doar sangue. Me senti extremamente desapontado”, ressaltou. Marcos resolveu tornar o caso público. Ele procurou as organizações de apoio aos homossexuais para entender qual o motivo da discriminação. A recusa do hemocentro acabou gerando polêmica.

Araújo contou que, no sábado, foi ao banco de sangue e acabou convencido por um médico a realizar a doação. Seria a primeira vez que faria este gesto de amor, que pode ajudar a salvar vidas. Ele conta que passou por todos os procedimentos necessários mas, na hora de responder o questionário, ao dizer que era homossexual, a médica que fez o atendimento o impediu de prosseguir.

Segundo Marcos, ele argumentou dizendo que já havia feito exames, e que não era portador do vírus HIV ou de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), mas, mesmo assim, a médica foi clara e disse que ele não poderia realizar a doação devido a sua orientação sexual. “Saí de lá com vergonha, imaginando o que colocaram no meu cadastro, que eu sou homossexual ou que não posso doar”, ressaltou.

A médica que atendeu Marcos teria dito a ele que o hemocentro recorreu contra essa determinação, que partiu da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas que a ordem é não aceitar doadores nessas condições. O garçom destacou que foi muito bem tratado no local, mas que o impedimento o chocou muito. “Fico me perguntando se serei impedido de participar de projetos sociais (do hemocentro) porque sou homossexual”, disse.

Legislação

Na Fundação Hemocentro de Brasília, a chefe de coleta, Anna Esther Araújo, explicou que negar a doação de Marcos não se trata de uma postura da instituição, mas é uma imposição prevista em norma da Anvisa, de 14 de junho de 2004. A Resolução da Diretoria Colegiada (RCD) nº 153 estabelece que homens que mantiveram relações sexuais com pessoas do mesmo sexo, nos últimos 12 meses, não podem doar sangue.

No entanto, na resolução, não há especificação sobre o uso de preservativos neste caso. “Contrariar essa norma é uma atitude ilegal. Temos que preservar a qualidade do sangue. Não tenho como julgar se o procedimento é ou não preconceituoso. Polêmicas devem ser direcionadas à Anvisa”,  explicou Esther.

Médica justifica conduta

Anna Esther frisou, ainda, que há um período em que determinadas doenças não são identificadas em exames, mas podem contaminar um receptor mesmo assim. Esse período é chamado de janela imunológica, e a triagem clínica é um modo de reduzir ao mínimo o risco de contaminação. “A pessoa que vai receber o sangue está debilitada, muitas vezes com o sistema imunológico fragilizado, então temos que garantir a segurança do material”, explicou.

A chefe da Ouvidoria do hemocentro, Ana Rita de Carvalho, disse que se o doador não se sentir bem acolhido e devidamente orientado, pode procurar o departamento para esclarecer as possíveis dúvidas. “Não é nosso objetivo que a pessoa se sinta discriminada. De fato, a doação é uma questão pouco discutida”, admitiu. Anna Esther lembrou que o fato de não poder doar não impede o indivíduo de participar dos programas sociais do hemocentro.

Justificativa

A Assessoria de Imprensa da Anvisa informou que a RCD-153 não se aplica a lésbicas. E explica a proibição que atinge os homossexuais masculinos que tiveram relações sexuais nos últimos 12 meses. “É um comportamento de risco. No Reino Unido, o período é maior que um ano, e, nos Estados Unidos, a pessoa é considerada definitivamente inapta de doar”, explicou a Assessoria de Imprensa da Anvisa.

Ainda de acordo com a Anvisa, estudos mostram que o grupo de homossexuais do sexo masculino representa o 2° lugar entre as categorias da transmissão do vírus HIV. O diretor do Grupo Estruturação, de apoio a Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT), Welton Trindade, explica que homossexuais já foram totalmente proibidos de doar, e que a situação mudou para 12 meses devido a pressões do movimento.

No entanto, Trindade afirma que o preconceito não desapareceu . “É fato que homossexuais e bissexuais masculinos têm mais incidência do vírus HIV. Mas essa não é a questão. Lutamos para que o questionário seja igual para todos. Se um homossexual transar sem camisinha, não queremos que ele doe sangue, mas se for com camisinha, sim”, explicou.

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Clique aqui para ler na íntegra a matéria

Pinta, close e aqüendação

Por Estruturação em 20.02.2007 : : 22h00

Estruturação promove pela quarta vez com sucesso `ala`
LGBT no bloco Pacotão, na terça-feira de carnaval

Por Thales Sabino, do ParouTudo 

a.jpgO carnaval gay em Brasília terminou no Pacotão, bloco que saiu no domingo e na terça-feira. Pelo quarto ano, a ONG Estruturação promoveu o bloco LGBT Galera da Arara dentro do Pacotão.

O Galera da Arara foi um `local` dentro do bloco Pacotão onde os gays, lésbicas, trans, bis e afins puderam se encontrar à vontade. E deu super certo. A tal região ficou logo atrás da banda e pôde ser facilmente encontrada pelas bandeiras do arco-íris carregadas pelos voluntários do Estruturação. O Galera recebeu patrocínio do Instituto Sabin, que também distribuiu preservativos. Bela iniciativa!

b.jpgNeste ano não deu para ver cartazes, como nos outros dois carnavais, quando seus participantes carregaram frases como “Pai, eu sou gay. E não é só no carnaval” e “Papa, largue do nosso pé”. Apenas as bandeiras marcaram o território, onde o povo se beijou e deu pinta à vontade.

Como é aberto e fica no meio da muvuca (sem contar que carnaval sempre atrai gays), não há forma de contar quantos LGBTs passaram por lá, mas o ParouTudo encontrou muita, muita gente do babado. Deu para se sentir em uma parada do orgulho, certamente.

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O presidente da ONG, Welton Trindade, estava lá, todo-todo satisfeito com o resultado. “Conseguimos firmar o Galera da Arara como uma tradição do carnaval para os LGBTs de Brasília. Está bem cheio aqui e as pessoas estão em volta da bandeira do arco-íris se divertindo à vontade. Era esse o objetivo e pelo terceiro ano atingimos nossa meta”, disse.

Campanha de prevenção é lançada

Por Estruturação em 11.02.2007 : : 10h00

Disponível.com lança campanha de prevenção em parceria com
o Estruturação e é elogiada pelo Programa Nacional de DST/Aids

Por Thiago Malva, do portal ParouTudo

03.jpgO projeto visa atingir os mais de 300 mil usuários do site de encontros por meio de inserções nas páginas de navegação com link para um novo site específico da campanha. A idéia surgiu em parceria da ONG com a empresa administrada por Sérgio Di Pietro. “Por meio do Disponível.com conseguiremos levar a idéia de prevenção para um grande público e direto na sua intimidade, na sua casa”.

04.jpgSem suporte governamental qualquer, foi marcada reunião com o PN DST/Aids para apresentar a iniciativa. Welton Trindade e Sérgio foram bem recebidos pela diretora do Programa Mariângela Simão (ao centro). “A proposta é criativa, vai chamar atenção e com certeza atingirá público expressivo. É importante o trabalho das ONGs e da iniciativa privada para alcançar os homossexuais. O Ministério está muito preocupado com este grupo. Dou os parabéns por este trabalho”, disse com exclusividade ao ParouTudo.

011.jpgNo site desenvolvido para a campanha há dicas de prevenção, sessão de contos eróticos (enfatizando o sexo seguro) e um vídeo com o go-go boy Adriano Moraes ensinando como colocar a camisinha, o gel lubrificante e como retirar após o uso. Em breve serão lançados dois concursos dentro da campanha: os internautas poderão enviar fotos eróticas em que usem camisinha para serem publicadas no site; e banners eletrônicos sobre prevenção de DST/Aids a serem publicados em sites diversos.

02.jpg“A campanha é interessante e inovadora porque ela trabalha com a cultura gay, atinge num espaço privado e fala com pessoas que não se expõem socialmente”, concorda Alexandre Magno, da assessoria de comunicação do Programa. Sim, o diferencial está justamente no conceito. Foi feito o uso da erotização para passar a idéia de prevenção. O trocadilho do slogan exemplifica: `Meta na sua cabeça: prevenção e tesão sempre andam juntos`.

Meta na sua cabeça

Por Estruturação em 09.02.2007 : : 19h35

Estruturação e Disponivel.com lançam vídeo de
prevenção passo-a-passo com Adriano Morais; confira

Por Roberto Cushman, do site A Capa

Semana que vem é carnaval. Época de aproveitar as festas, a praia, o feriado e também para fazer muito sexo, mas sexo seguro, lógico. E foi pensando nisso que o site Disponivel.com e a ONG Estruturação - Grupo de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) de Brasília -, lançam hoje a campanha “Meta na sua cabeça: prevenção e tesão devem andar juntos”.

Selada em dezembro do ano passado, a campanha tem como foco principal a seção permanente no site www.disponivel.com, maior site gay de relacionamentod do país. Pelo grande alcance de público, pela significativa quantidade de ações e pela sua extensa continuidade, os organizadores do projeto asseguram que a campanha é a maior já feita na área de prevenção de DST/Aids para gays e homens bissexuais realizada por uma ONG e uma empresa no Brasil.

adriano_moraes_01.jpg“Para nós do Estruturação, unir forças com o Disponivel.com para trabalhar pela prevenção de DST/Aids é algo magnífico. Ainda mais em uma campanha cheia de ousadia e inovação e bastante sexy! Que fiquemos com a mensagem: trepemos, gozemos, curtamos a vida, mas sem se infectar com doenças! Nossa saúde vale muito para a jogarmos fora”, revela Welton Trindade, presidente da ONG.

O diretor executivo do site Disponivel.com, Sergio Di Pietro Jr, lembra que ações como esta fazem parte da responsabilidade social de uma empresa. “Sempre nos preocupamos em atuar de maneira inclusiva em nossa sociedade. Apoiamos as principais paradas do orgulho gay e eventos de militância do país, logo, não poderíamos deixar de participar de uma campanha tão importante quanto essa. É nosso compromisso com a cidadania e com o bem-estar do público. Fazer sexo é tão bom e importante quanto se proteger”.

O objetivo da campanha é contribuir para a diminuição dos casos de infecção de doenças sexualmente transmissíveis (DST) entre gays e homens bissexuais por meio da informação aos mais de 300 mil usuários do site a respeito de formas de prevenção dessas enfermidades e do trabalho para a conscientização desse público sobre a importância de fazer sexo mais seguro.

Ainda segundo a organização, a campanha tenta dar conta de um grande desafio enfrentado por entidades do governo e da sociedade civil, de aumentar o uso de preservativos e de gel lubrificante íntimo nas práticas sexuais. Para isso, vai apostar na erotização desses itens, o que é feito com sua inserção na relação sexual de forma natural e estimulante.

A campanha prima pela criatividade, pela originalidade e pela extensão de suas ações. Nessa primeira fase, serão realizadas quatro ações paralelas para conscientização do público. Primeiro, será o lançamento do site do projeto “Meta na sua Cabeça” (clique aqui para conhecer o site). Lá, o usuário poderá participar do concurso de fotos eróticas com preservativo, onde serão selecionadas fotografias explícitas de sexo que evidenciem o uso de preservativo enviadas e feitas por usuários do site.

adriano_moraes_02.jpgOutra seção do site é a “Tudo sobre prevenção”, onde perguntas e respostas sobre prevenção de DST/Aids que abrangem explicações sobre as doenças, formas mais seguras de evitar a infecção dessas doenças em práticas como sadomasoquismo e fist fucking e vídeo educativo sobre como colocar a camisinha protagonizado pelo belo gogo boy Adriano Moraes. E quer saber, ele fica peladinho e ensina passo-a-passo a fazer bom uso da camisinha. Não vai perder esta.

Os usuários do site poderão também enviar dúvidas à campanha. As respostas serão publicadas a cada dez dias na página da campanha. Tal serviço é de responsabilidade de Márcio Koshaka, dentista especialista em atendimento a pessoas que vivem com HIV/Aids, Wânia Teles Moraes, técnica em prevenção de DST/Aids e Dra. Sônia Geraldes, infectologista. A equipe é voluntária do Estruturação ” Grupo LGBT de Brasília.

Já o concurso nacional de banner para internet tem a proposta de mobilizar webdesigners e publicitários/as a criarem peças que promovam a prevenção de DST/Aids. O primeiro tema é sexo oral. Primeira ação desse tipo no país.

Para finalizar, o site vai contar com uma seção de contos eróticos, onde toques literários sem censura serão publicadas a cada 10 dias. Serão escolhidas histórias ficcionais com muito sexo e sensualidade bem temperadas com prevenção de DST/Aids. Uma ação inédita no país.

Então, não se esqueça. Acessa o site e se proteja neste carnaval. Afinal, prevenção e tesão devem andar juntos. Meta mais essa na sua cabeça!

Quer ver o vídeo? Clique aqui.

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