Busca no Blog

:: post 111 - E os seriados americanos?

Por Celso Faria em 13.12.2007 : : 11h09

betty2.jpg 
Ugly Betty foi uma das boas surpresas em 2007

O ano vai indo e paramos para fazer uma avaliação, sem culpa, dos melhores e piores no ano. E pra começar, vamos dar uma olhada nas boas ” e más - novidades das séries americanas que nos fizeram ficar em casa.

heroes.jpgO tão esperado e anunciado Heroes nos deixou cheios de expectativas. Como primeira temporada valeu! Mas o tom enigmático dado ao seriado cansou um pouco pra quem esperava ver heróis voando, parando carros com um dedinho ou usando super poderes. Por isso, já se comenta que nos Estados Unidos a segunda temporada, que manteve a mesma linha, foi uma decepção. Até o roteirista pediu desculpas em público. O que torna bem desanimador pra quem esperava assistir a nova temporada a partir de janeiro nas telinhas daqui.

desperate.jpgDesperate Housewives realmente achou o centro e passa bem. Com o fiasco da segunda temporada, e a volta do roteirista original, a terceira fase foi um sucesso e já falam que o seriado se mantém no ar até 2011. Enquanto isso, a versão brasileira estrelada por Lucélia Santos não emplacou e foi um fiasco. A mesmíssima história da versão americana encheu o saco. Muito ruim mesmo, o que é uma pena, já que contou com um excelente elenco.

brothers.jpgDuas boas novidades foram bem recebidas: Brothers & Sisters e Ugly Betty. A primeira é uma trama familiar estrelada por um elenco de primeira, entre eles, Sally Field (já levou o Globo de Ouro 2007 de melhor atriz drama), Calista Flockhart (a eterna Ally McBeal), Rachel Griffiths (de A Sete Palmos) e por as vai. A série mostra, também, a rotina familiar e amorosa do homossexual Kevin Walker (Matthew Rhys). Por essas e outras boas surpresas, vale assistir a série.

betty3.jpgUgly Betty, inspirado nas conhecidas versões latinas de Betty, a feia, é pura diversão. A atriz America Ferrera, a Betty Suarez, já levou o Emmy Awards, o prêmio de melhor intérprete do ano na categoria comédia. Além da história divertida ” por exemplo, dia desses Betty andou vendendo Herbalux no seu escritório, uma clara alusão aqueles produtos de emagrecer “, os cenários são bem bolados e apresenta bem o contraste da vida moderna americana e o estilo dramático latino.

Agora, se me permitem, o pior momento das séries americanas foi o episódio de Grey’s Anatomy em que a personagem principal fica num limbo, entre a vida e a morte, após um afogamento. greys.jpgE pra tudo piorar, alguns personagens que estavam mortos voltaram e, felizmente, deram um fim a crise entre Meredith Grey e sua mãe, história que estava pra lá na hora de ser resolvida. O episódio parecia uma versão do chatísismo Ghost Whisperer, que cá entre nós, já cansou também!

Que venha 2008 com novos episódios e temporadas. E a tevê brasileira? As novelas e nossos seriados? Bom, vamos deixar isso pra outro papo. Assim, você volta a me visitar.

:: post 110 - As Bis de Elite

Por Celso Faria em 11.12.2007 : : 22h13

Se está a fim de rir um pouco, veja esta: As Bis de Elite. Imperdível!

http://www.youtube.com/watch?v=Dlc8D8De94A

 Até a próxima!

:: post 109 - Seja bem-vindo a Tel-aviv

Por Celso Faria em 03.12.2007 : : 17h44

 b1.jpg

Eu consegui! Posso até confessar que tentei de várias formas baixar o filme “The Bubble” pela internet. E nada! Mas consegui assistir o filme aqui em Goiânia e nem precisei sujar meu nome na lista dos que baixam filmes pela net.

Você sabia que existe o Israel`s Idol? Sim, uma versão judaica daquele programa que as pessoas cantam e tem aquele garoto de cabelo arrepiado apresentando? E mais: sabia que existe rave com direito a exctase etc-etc-etc e tal em Tel-aviv?

É mais ou menos assim: já viu aquela história que todo mundo acha que no Centro-oeste a gente anda de cavalo no meio da rua? Ou que quem mora em Brasília recebe a visita do Lula semanalmente na sua casa? Sabe os mitos de quem mora distante? Então, eu achava que Tel-aviv não era bacana!

Mas existe uma bolha em Tel-aviv e “The Bubble” mostra muito bem isso. Lá tem vida gay, um bar de duas lésbicas, um homossexual afetado é o gerente e existe uma linda história de amor entre dois homens. E como não existe filme (ou dramaturgia) sem uma boa dose de drama, os dois namorados são como Romeu e Julieta, um judeu de Jerusalém e outro palestino mulçumano.

A história é leve, exatamente para nos dar a sensação de que ali existe uma bolha. Dessas que a gente vive debaixo dos nossos olhos. Por exemplo, morei no Rio de Janeiro e fazia muitas coisas que os personagens do filme fazem e eu estava há poucos quilômetros ou metros das favelas. Eu vivia numa bolha!

Quantos de nós, em Brasília, saímos e vivemos aquela vida de Blue Space, Beirute, Festa da Lili, Festa do fulano com beltrano, reunião entre amigos, Savana, e por ai vai e esquecemos que temos uma das periferias mais violentas do país? Com certeza, a violência está muito mais perto do que imaginamos e não sabemos que vivemos dentro de um bolha em Tel-aviv ou Brasília ou Rio ou Goiânia ou…

Desculpe! Sobre o filme: ss atores estão bem e a direção de fotografia nos apresenta bons momentos. A sexualidade dos personagens é apresentada de forma coerente e sem sensacionalismo. O final, não vou dizer qual é!, é justificável. E mostra que não dá pra viver numa bolha para sempre. Em algum momento, ela estoura. Ou a gente vai estar dentro dela ou respinga na gente. Mas as conseqüências são inevitáveis.

:: post 108 - Deus não é grande. Pasmem!

Por Celso Faria em 30.11.2007 : : 9h02

deus.jpg

Estou com um livro nas mãos pra lá de instigante. Desde a capa até suas 285 páginas, o livro “Deus não é Grande ” como a religião envenena tudo”, do inglês Christopher Hitchens, deve ser reconhecido como um achado da safra dos bons autores de 2007.

Com mais de 300 mil exemplares vendidos só nos Estados Unidos, os argumentos e a proposta de analisar as religiões e as várias divindades é de conquistar qualquer platéia.

Cheguei ao livro meio despercebido. Zapeando os canais da tevê, encontrei uma entrevista bem interessante com o autor, em passagem pelo Brasil, Porto Alegre. Ele veio participar do seminário Fronteiras do Pensamento na UFRGS. 

É quase obrigatória a leitura de “Deus não é grande ” como a religião envenena tudo”, por religiosos, ateus ou agnósticos. Todos precisamos da verve irônica e ácida de Christopher para compreender e ter a certeza de que, em nome de Deus (ou deus), muitas atrocidades são feitas por aí.

Baseado no pressuposto de que a religião envenena tudo, o autor nos apresenta argumentos e fatos históricos que comprovam que a fé pode ter um efeito devastador e nada amigável. E nada de ficar de olho apenas nas questões políticas e religiosas do Oriente Médio. O autor passeia por todas as vertentes do mundo religioso atual e ainda faz concessões: apresenta seu conhecimento histórico para destacar as atrocidades à mulher, as carnificinas e o pensamento anti-semita contido no Velho Testamento, por exemplo.

Destaque para os efeitos da religião sobre a sexualidade. Partindo da origem dos seus mais importantes representantes, cada religião os cria de forma fantasiosa e não carnal. Jesus, Perseu, Attis, Krishna, Hórus, Mercúrio, Rômulo nasceram de uma virgem. Buda, da abertura no lado do corpo de sua mãe. Todas elas retratam o sexo e as vias humanas de prazer e procriação de forma preconceituosa e pecaminosa.

E se nosso objetivo não é ir tão longe e tentar encaixar tudo isso no nosso cotidiano, dê uma olhadinha no Congresso Nacional e perceba como a religião envenena tudo. As discussões do aborto e da união civil não vão pra frente por motivos celestes. Em cada uma delas, não se leva em conta os direitos inerentes e éticos dos cidadãos (ou seres humanos).

Dê uma olhada nas estatísticas. Aumenta o número de jovens do sexo feminino, heteressexuais, com AIDS. E por outro lado, a igreja Católica insiste em dizer que sexo é só para procriar, portanto nada de usar camisinha. Nas igrejas protestantes ainda difunde-se o mito do casamento entre parceiros virgens. É claro que se tivéssemos uma igreja que compreendesse a sexualidade de forma plena, teríamos campanhas muito mais eficientes.

Não fique recluso à questão “Deus existe e não sou ateu”. Vale passar na livraria e adquirir o livro. Depois comungar dos argumentos sagazes de Christopher. Com certeza, você poderá ampliar sua visão sobre as religiões e seus efeitos nocivos sobre a sociedade atual e ao longo da história. Se conseqüências adversas influenciarem sua fé, como já dizia minha avó, “o que não mata, engorda!”.

:: Post 107 - Um hino de amor que toca em francês

Por Celso Faria em 22.11.2007 : : 16h42

piaf11.jpg

Você já esteve no cinema e ficou na dúvida sobre o que é melhor, o filme ou a platéia? Passei por isso, alguns dias atrás quando fui assistir ao festejado e esperado Piaf ” Um hino de amor.

O filme é uma das biografias bem feitas e que vale a pena assistir. Tanto pela história bem contada, como pelo tom dramático e emocionante da cantora francesa. Por isso, não saia de casa sem lenços e disposição para ver a atuação da atriz Marion Cotillard no papel-título ” e, dizem por aí, é uma forte concorrente ao Oscar e o César (o “Oscar” francês) em 2008.

A biografia é interessante e foge dos formatos chatos, cheios de música. A roteirista Isabelle Sobelman optou por uma história não-cronológica. O fotografia e direção faz uma leitura visual de cada época de forma correta e que potencializa a emoção e o pano de fundo de cada momento da vida de Edith Piaf.

Por tudo isso, a platéia que assiste o filme é uma reunião de pessoas entusiasmadas com a cantora e do seu estilo. É gente que sabe o que é boa música ou deseja saber por quê Edith Piaf foi, e continua, sendo um ícone da música francesa e internacional.

No dia que assisti descobri como um roteirista acertou na métrica do filme e deixou o clímax para as últimas cenas. E foi ouvindo a música que mais marcou Edith Piaf ” Non, Je Ne Regrette Rien - que as cenas finais fizeram toda a platéia se calar e o silêncio dos créditos nos levar a certeza de que tal voz e personalidade não está mais entre nós.

Chegamos ao fim com uma platéia silenciosa e sem a mínima vontade de sair do lugar. Acho que fizemos, intuitivamente e por livre espontânea vontade, um minuto de silêncio a Edith Piaf. E foi ali que descobri com uma platéia pode fazer toda a diferença num grande filme.

E para finalizar, nada melhor do que a tradução de Non, Je Ne Regrette Rien:

Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Nem o bem que me fizeram,
Nem o mal, tudo me parece igual
Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Está pago, varrido, esquecido
Eu estou farta do passado

Com minhas lembranças,
Eu alimentei o fogo
Minhas aflições, meus prazeres
Eu não preciso mais deles

Varri meus amores
Junto a seus aborrecimentos
Varri por todo dia
Eu volto ao zero

Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Nem o bem que me fizeram,
Nem o mal, tudo me parece igual

Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Minha vida, Minhas jóias
Hoje
Começa com você

:: Post 106 - Preconceito na escola municipal de Campo Grande

Por Celso Faria em 17.11.2007 : : 10h07

Vamos colocar o assunto em dia. Não vou ficar de desculpas e lero-lero. Tratemos de tirar as teias de aranha e colocar o assunto em dia.

Dia destes mais uma notícia de preconceito chegou a mídia. Duas professoras que trabalhavam numa escola rural assumiram o relacionamento homossexual e foram, de um dia para o outro, demitidas.

Claro que a história não para por ai. O caso de amor foi denunciado por uma colega de trabalho do casal e do sexo feminino. E o desligamento das duas funcionárias foi feito em uma reunião com a direção da unidade de ensino.

Vale dizer que o caso aconteceu na escola rural municipal de Campo Grande e até o prefeito foi envolvido. Segundo informações do G1 a decisão de demiti-las tem como objetivo evitar que a notícia chegasse ao conhecimento da comunidade rural onde está localizada a escola.

Com processos já aberto na Justiça, as duas professoras pedem uma indenização de R$ 250 mil por danos morais. Porém o prefeito da cidade vive dizendo por ai que não houve discriminação, tudo aconteceu porque o namoro acontecia dentro dos limites da escola. E garante que o mesmo aconteceria com namoros heterossexuais entre professores dentro do colégio.

É difícil saber o que é mais contundente nessa história. Se o tal preconceito, se a colega de trabalho que dedurou as duas ou a resposta do prefeito dizendo que demitiria até casais heteros que tivessem relacionamento na escola.

Lembra a acidente de avião que o causador nunca é apenas uma falha, é sempre uma junção de erros técnicos e humanos. E no caso das duas professoras temos vários erros humanos vindos do preconceito e da incapacidade de nos darmos com tranqüilidade com o diferente ou diverso.

Agora do prefeito não exigir, pelo menos, a abertura de uma sindicância para verificar se elas namoravam ou não dentro da escola é um erro técnico gravíssimo e que, mais uma vez, destaca o preconceito para tais histórias de amor.

Vamos torcer pra que as professoras encontrem novos empregos e que apliquem bem os R$ 250 mil devido a cada uma. Afinal, mesmo que os danos morais já tenham sido causados, que pelo menos fique uma lição de que o preconceito não é legal.

:: post 105 - Eu sou formador de opinião

Por Celso Faria em 21.09.2007 : : 22h21

fofoca 

Extra! Extra! Olha o que acabo de descobrir. Não sou nenhum ator global. Meus pais não esconderam meu rosto diante dos fotógrafos, como Julia Robert fez, dias atrás, quando passeava com o filho. Não fui preso e apareci em todas as colunas sociais, mesmo sendo um faz-nada a Paris Hilton. Nunca fui convidado para sentar no sofá da Hebe Camargo. Nunca nem tive um bloco de entrevista paga no Jô Soares.

Síntese: não sou ninguém. Mas acabo de descobrir uma coisa: sou formador de opinião. Acabo de ser convidado pra festa do Parou Tudo e receber a nova revista ” Júnior. Por quê? Sou formador de opinião. Não é fino?! É mais ou menos assim: vamos entregar algumas revistas pra algumas pessoas desprovidas de qualquer fama, mas, pelo menos, vão ter algum assunto à mesa do bar.

É como fazer parte da Amaway ou da Herbalife. Dizendo em linguagem de marqueteiro ” que adora um termo difícil e que ninguém entende nada ” é puro network marketing. Sou aquele do boca-a-boca. Sabe aquela história do sucesso de uma marca é o boca-a-boca?!

Não basta a boazuda Juliana Paes na propaganda da cerveja. É preciso que gente assim, como eu, que paga as contas apertadamente, que vive a vidinha simples e de sempre, fale bem da cerveja.

Não é suficiente Reynaldo Gianecchini, sem camisa, mostrar que é uma delícia comer aquele biscoito. É preciso que eu, que vive de dieta em dieta e conta pontos pra tentar perder uns quilos, experimente o tal produto e diga pra meu amigos que aquilo é bom.

Seria isso uma profissão dos a toas?

E agora o melhor: mesmo diante de tanta importância, não estarei na festa. Puxa vida, além de formador de opinião acabo de descobrir que sou muito sem sorte. Não vou poder usufruir nem do dia em que meu nome vai estar na lista dos convidados. É isso aí. Tem gente que nem boca-a-boca faz direito.

 Boa festa a todos e espero estar na mesa de algum formador de opinião mais sortudo e saber de tudo.

:: post 104 - A história de amor que anda abalando o mundo

Por Celso Faria em 18.08.2007 : : 11h23

ohad.jpg
O ator Ohad Knoller, que está no Brasil, em cena do polêmico “The Bubble”

Um filme tem dado o maior ti-ti-ti por onde passa. Trata-se do The Bubble (ou no original, Ha-Buah), longa-metragem que rende elogios e, ao mesmo tempo, muitas críticas. Com forte teor homoerótico, o filme retrata a história de amor entre um judeu de Jerusalém e um palestino mulçumano.

O longa estréia no Brasil, via Rio de Janeiro, no dia 17 de agosto. Entre os jornalistas imperou a polêmica, conta o jornal O Globo. Isso em parte pelo casamento de tom rasgadamente melodramático, entre a discussão sobre o preconceito contra os gays e o debate étnico-político em Israel.

b1.jpg

 

b2.jpg

O ator Ohad Knoller, que está no Brasil, disse ao jornal carioca: “Fundir opressões, ou seja, a opressão contra os gays e a opressão contra os palestinos, é o que faz com que ‘The Bubble’ choque platéias. Quando o filme passou pela primeira vez na Europa, as pessoas ficaram perplexas, mas porque não conhecem a nossa realidade. Eu acredito que a situação com ‘Cidade de Deus’ e a realidade das favelas por ele mostrada não tenha sido diferente.”

Ohad também estrela o novo filme de Brian De Palma, “Redacted” e concorre ao Leão de Ouro no Festival de Veneza que abre no próximo dia 29.

Agora vamos aguardar chegar por aqui.

b3.jpg

:: post 103 - Eu odeio self service

Por Celso Faria em 12.08.2007 : : 18h43

Dia dos Pais (e também das Mães) é a data perfeita para colocar em prática a paciência. É hora de encarar uma fila em algum restaurante e, quando se servi no bufê, por em prática a calma budista.

 

Devo deixar bem claro que não sou uma pessoa tão paciente e ainda mais quando se trata de restaurantes com bufê, principalmente os tais self service. Tenho até uma teoria particular, a das duas colheiradas. Todo mundo serve com duas colheiradas de comida.  

 

A primeira colheirada chamo de a da culpa. Servi-se uma quantidade sempre a menos do que deseja, mas o suficiente para não ficar com culpa. Mas, com certeza, será necessário mais um pouco. Chamo a colherada do perdão. É só mais um pouco, às vezes, um grão de milho, meio alface ou um caldinho de feijão.

 

Até aí, eu que mantenho já uma irritação inerente com as inúteis duas colheiradas e sempre me pergunto porque não se resolve tudo de uma vez só, fico pedindo para que tudo acabe ali.

 

Começam a partir dalí os meus problemas, por isso até andei categorizando as pessoas que se servem nos bufês de restaurante.

 

Mais de duas colheres ” são aqueles que não satisfazem com duas colheiradas, precisam de mais outras, pra mais um grão de feijão ou ü de folha de alface.

 

Danem-se os outros ” são aqueles que escolhem, escolhem e escolhem. Se vão escolher um pedaço de filé, olha de um lado, do outro e joga-se de volta a panela. E começam tudo novamente e danem-se os outros.

 

Românticos ” só servem a dois. O casalzinho vai à frente e discutem cada produto colocado no prato. Comenta-se sobre a dieta, que tal visual não parece com a comida da mãe e que não resistem a tal guloseima. Na verdade existe um debate a dois em cada colheirada.

 

Mão errada ” são aqueles que já serviram, foram até o fim, mas sentiram falta de alguma coisa.  Talvez mais um grãozinho de milho ou 1/8 de folha de alface. E o melhor dessas pessoas, ela não estão nem ai pra quem está vindo na mão certa.

 

Até parece que sou um sujeito muito impaciente. Isso não é verdade. Mas quando me chamarem para me servir num bufê, verá que sempre volto a mesa prometendo que nunca mais voltarei num desses restaurantes.

:: post 102 - Uma quinta-feira na Disel

Por Celso Faria em 05.08.2007 : : 23h12

Sei que o assunto causou um certo furor aqui no Parou Tudo. Mas agora prometo não falar mal, até porque esta crônica parte de duas visitas recentes que fiz a boate goiana Disel. Preferi até ir duas vezes antes de falar aqui e ressuscitar o tema.

Não tenho uma avaliação sobre todas as noites do lugar, mas de duas quinta-feiras que passei por lá. E tenho a certeza de uma coisa: é uma das melhores do Brasil. (E olha que já andei em muitas casas por aí.) Aqui ou ali encontramos noites charmosas, em lugares pequenos e até agradáveis. Mas a noite de quinta-feira da Disel impressiona pela quantidade de pessoas que marcam presença e pelas atrações apresentadas.

A noite de quinta da boate goiana é democrática. O custo da entrada é de apenas R$5 e a bebida tem preço pra lá de justo. Nem por isso falta qualidade no som. Diante de tantas atrações, em certo momento fica-se com a sensação de que se está numa noite de sábado, afinal que casa noturna tem cinco mocinhos malhados dançando na sua pista? E logo depois, um show de drag queen muito bem preparado?

O mais divertido da noite foi ver no telão algumas cenas de filmes, como na última quinta, do Pato Donald. E ainda ver as mulheres desesperadas pelos strippers e os meninos que freqüentam a casa nem aí. Preferiam se divertir com as cenas que eram passadas sobre os moços seminus.

Por isso, até pra que em está em Brasília e quer curtir uma noite animada, vale a pena pegar o carro e ver o que é diversão de verdade. Agora não se assuste se o deus Apolo ter levado poucos amigos pra lá, a música é muito boa e a noite é a melhor de quinta-feira que já vi.

Dicas para curtir a noite goiana:

 - Os goianos são sempre muito fiéis, mesmo que seja por uma noite. Enquanto no Rio o negócio “quanto mais gente melhor” e o truque “vou ao banheiro, já volto!” ser a chave do fim do caso, ninguém termina nada em Goiânia. Gostam de resolver o caso cedo e quando vão ao banheiro, voltam como bons moços.

- O banheiro da Disel é uma incógnita. Tem horas que se tem a certeza de ser um lugar unissex, mas é difícil saber ao certo, pois muitos travestis freqüentam a casa. E ir ao banheiro pode ser uma experiência marcante pra quem gosta de fortes emoções.

- Leve dinheiro em espécie. Além de não aceitar cartão, a compra de bebida só é possível em dinheiro.

- Não perca o show e nem o “concurso” de dublagem. Mesmo não sendo sua preferência, você vai se divertir.

- O Quarto Escuro é uma atração ainda mantida pela casa. É difícil encontramos boates que ainda mantenham este espaço no país. Pra quem gosta, divirta-se.

Cotidiano

Publicidade