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:: post 118 - Filme de temática gay chega ao Brasil em Setembro

Por Celso Faria em 13.08.2008 : : 10h39

O aguardado filme “Save Me” chega, em setembro, no Brasil. Recém lançado em Nova York após passar pelo Festival de Sundance, em 2007, o filme conta a história de um jovem gay, Mark (Chad Allen - ah! o ator é assumidíssimo), que se envolve com drogas e muito sexo.

Para tentar se recuperar, Mark vai parar numa comunidade cristã, que prega a terapia da conversão. Ou seja, um treinamento religioso para que ele deixe de ser gay e se livre das “aflições homossexuais”. Porém, em vez do rapaz deixar a vida, se apaixona fortimente por um dos mentores da comunidade, o ex-gay Scott (Robert Gant, o bonitão do Queer As Folk).

No meu blog você pode ver o trailler: www.blogdocelsofaria.blogspot.com

:: Post 107 - Um hino de amor que toca em francês

Por Celso Faria em 22.11.2007 : : 16h42

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Você já esteve no cinema e ficou na dúvida sobre o que é melhor, o filme ou a platéia? Passei por isso, alguns dias atrás quando fui assistir ao festejado e esperado Piaf ” Um hino de amor.

O filme é uma das biografias bem feitas e que vale a pena assistir. Tanto pela história bem contada, como pelo tom dramático e emocionante da cantora francesa. Por isso, não saia de casa sem lenços e disposição para ver a atuação da atriz Marion Cotillard no papel-título ” e, dizem por aí, é uma forte concorrente ao Oscar e o César (o “Oscar” francês) em 2008.

A biografia é interessante e foge dos formatos chatos, cheios de música. A roteirista Isabelle Sobelman optou por uma história não-cronológica. O fotografia e direção faz uma leitura visual de cada época de forma correta e que potencializa a emoção e o pano de fundo de cada momento da vida de Edith Piaf.

Por tudo isso, a platéia que assiste o filme é uma reunião de pessoas entusiasmadas com a cantora e do seu estilo. É gente que sabe o que é boa música ou deseja saber por quê Edith Piaf foi, e continua, sendo um ícone da música francesa e internacional.

No dia que assisti descobri como um roteirista acertou na métrica do filme e deixou o clímax para as últimas cenas. E foi ouvindo a música que mais marcou Edith Piaf ” Non, Je Ne Regrette Rien - que as cenas finais fizeram toda a platéia se calar e o silêncio dos créditos nos levar a certeza de que tal voz e personalidade não está mais entre nós.

Chegamos ao fim com uma platéia silenciosa e sem a mínima vontade de sair do lugar. Acho que fizemos, intuitivamente e por livre espontânea vontade, um minuto de silêncio a Edith Piaf. E foi ali que descobri com uma platéia pode fazer toda a diferença num grande filme.

E para finalizar, nada melhor do que a tradução de Non, Je Ne Regrette Rien:

Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Nem o bem que me fizeram,
Nem o mal, tudo me parece igual
Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Está pago, varrido, esquecido
Eu estou farta do passado

Com minhas lembranças,
Eu alimentei o fogo
Minhas aflições, meus prazeres
Eu não preciso mais deles

Varri meus amores
Junto a seus aborrecimentos
Varri por todo dia
Eu volto ao zero

Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Nem o bem que me fizeram,
Nem o mal, tudo me parece igual

Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Minha vida, Minhas jóias
Hoje
Começa com você

Cotidiano

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