:: post 109 - Seja bem-vindo a Tel-aviv
Por Celso Faria em 03.12.2007 : : 17h44 
Eu consegui! Posso até confessar que tentei de várias formas baixar o filme “The Bubble” pela internet. E nada! Mas consegui assistir o filme aqui em Goiânia e nem precisei sujar meu nome na lista dos que baixam filmes pela net.
Você sabia que existe o Israel`s Idol? Sim, uma versão judaica daquele programa que as pessoas cantam e tem aquele garoto de cabelo arrepiado apresentando? E mais: sabia que existe rave com direito a exctase etc-etc-etc e tal em Tel-aviv?
É mais ou menos assim: já viu aquela história que todo mundo acha que no Centro-oeste a gente anda de cavalo no meio da rua? Ou que quem mora em Brasília recebe a visita do Lula semanalmente na sua casa? Sabe os mitos de quem mora distante? Então, eu achava que Tel-aviv não era bacana!
Mas existe uma bolha em Tel-aviv e “The Bubble” mostra muito bem isso. Lá tem vida gay, um bar de duas lésbicas, um homossexual afetado é o gerente e existe uma linda história de amor entre dois homens. E como não existe filme (ou dramaturgia) sem uma boa dose de drama, os dois namorados são como Romeu e Julieta, um judeu de Jerusalém e outro palestino mulçumano.
A história é leve, exatamente para nos dar a sensação de que ali existe uma bolha. Dessas que a gente vive debaixo dos nossos olhos. Por exemplo, morei no Rio de Janeiro e fazia muitas coisas que os personagens do filme fazem e eu estava há poucos quilômetros ou metros das favelas. Eu vivia numa bolha!
Quantos de nós, em Brasília, saímos e vivemos aquela vida de Blue Space, Beirute, Festa da Lili, Festa do fulano com beltrano, reunião entre amigos, Savana, e por ai vai e esquecemos que temos uma das periferias mais violentas do país? Com certeza, a violência está muito mais perto do que imaginamos e não sabemos que vivemos dentro de um bolha em Tel-aviv ou Brasília ou Rio ou Goiânia ou…
Desculpe! Sobre o filme: ss atores estão bem e a direção de fotografia nos apresenta bons momentos. A sexualidade dos personagens é apresentada de forma coerente e sem sensacionalismo. O final, não vou dizer qual é!, é justificável. E mostra que não dá pra viver numa bolha para sempre. Em algum momento, ela estoura. Ou a gente vai estar dentro dela ou respinga na gente. Mas as conseqüências são inevitáveis.
Muito bom esse comentário. Super concordo com essa idéia de bolha. Assumo que também vivo dentro dela. Bom, ainda bem que ainda há possibilidade de viver em bolhas. Quero ver esse filme!