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:: Post 106 - Preconceito na escola municipal de Campo Grande

Por Celso Faria em 17.11.2007 : : 10h07

Vamos colocar o assunto em dia. Não vou ficar de desculpas e lero-lero. Tratemos de tirar as teias de aranha e colocar o assunto em dia.

Dia destes mais uma notícia de preconceito chegou a mídia. Duas professoras que trabalhavam numa escola rural assumiram o relacionamento homossexual e foram, de um dia para o outro, demitidas.

Claro que a história não para por ai. O caso de amor foi denunciado por uma colega de trabalho do casal e do sexo feminino. E o desligamento das duas funcionárias foi feito em uma reunião com a direção da unidade de ensino.

Vale dizer que o caso aconteceu na escola rural municipal de Campo Grande e até o prefeito foi envolvido. Segundo informações do G1 a decisão de demiti-las tem como objetivo evitar que a notícia chegasse ao conhecimento da comunidade rural onde está localizada a escola.

Com processos já aberto na Justiça, as duas professoras pedem uma indenização de R$ 250 mil por danos morais. Porém o prefeito da cidade vive dizendo por ai que não houve discriminação, tudo aconteceu porque o namoro acontecia dentro dos limites da escola. E garante que o mesmo aconteceria com namoros heterossexuais entre professores dentro do colégio.

É difícil saber o que é mais contundente nessa história. Se o tal preconceito, se a colega de trabalho que dedurou as duas ou a resposta do prefeito dizendo que demitiria até casais heteros que tivessem relacionamento na escola.

Lembra a acidente de avião que o causador nunca é apenas uma falha, é sempre uma junção de erros técnicos e humanos. E no caso das duas professoras temos vários erros humanos vindos do preconceito e da incapacidade de nos darmos com tranqüilidade com o diferente ou diverso.

Agora do prefeito não exigir, pelo menos, a abertura de uma sindicância para verificar se elas namoravam ou não dentro da escola é um erro técnico gravíssimo e que, mais uma vez, destaca o preconceito para tais histórias de amor.

Vamos torcer pra que as professoras encontrem novos empregos e que apliquem bem os R$ 250 mil devido a cada uma. Afinal, mesmo que os danos morais já tenham sido causados, que pelo menos fique uma lição de que o preconceito não é legal.

4 Comentários:

  1. Por alessandra:

    gostaria de ter noticias sobre o fechamento de bar barulho


  2. Por alessandra:

    gostaria de ter noticias do bar barulho


  3. Por Maria Emília:

    Um absurdo essa história né.


  4. Por LipsK:

    hey
    :-)


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