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:: post 103 - Eu odeio self service

Por Celso Faria em 12.08.2007 : : 18h43

Dia dos Pais (e também das Mães) é a data perfeita para colocar em prática a paciência. É hora de encarar uma fila em algum restaurante e, quando se servi no bufê, por em prática a calma budista.

 

Devo deixar bem claro que não sou uma pessoa tão paciente e ainda mais quando se trata de restaurantes com bufê, principalmente os tais self service. Tenho até uma teoria particular, a das duas colheiradas. Todo mundo serve com duas colheiradas de comida.  

 

A primeira colheirada chamo de a da culpa. Servi-se uma quantidade sempre a menos do que deseja, mas o suficiente para não ficar com culpa. Mas, com certeza, será necessário mais um pouco. Chamo a colherada do perdão. É só mais um pouco, às vezes, um grão de milho, meio alface ou um caldinho de feijão.

 

Até aí, eu que mantenho já uma irritação inerente com as inúteis duas colheiradas e sempre me pergunto porque não se resolve tudo de uma vez só, fico pedindo para que tudo acabe ali.

 

Começam a partir dalí os meus problemas, por isso até andei categorizando as pessoas que se servem nos bufês de restaurante.

 

Mais de duas colheres ” são aqueles que não satisfazem com duas colheiradas, precisam de mais outras, pra mais um grão de feijão ou ü de folha de alface.

 

Danem-se os outros ” são aqueles que escolhem, escolhem e escolhem. Se vão escolher um pedaço de filé, olha de um lado, do outro e joga-se de volta a panela. E começam tudo novamente e danem-se os outros.

 

Românticos ” só servem a dois. O casalzinho vai à frente e discutem cada produto colocado no prato. Comenta-se sobre a dieta, que tal visual não parece com a comida da mãe e que não resistem a tal guloseima. Na verdade existe um debate a dois em cada colheirada.

 

Mão errada ” são aqueles que já serviram, foram até o fim, mas sentiram falta de alguma coisa.  Talvez mais um grãozinho de milho ou 1/8 de folha de alface. E o melhor dessas pessoas, ela não estão nem ai pra quem está vindo na mão certa.

 

Até parece que sou um sujeito muito impaciente. Isso não é verdade. Mas quando me chamarem para me servir num bufê, verá que sempre volto a mesa prometendo que nunca mais voltarei num desses restaurantes.

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