O ParouTudo clicou centenas de fotos da parada de Brasília e foi o veículo com a maior cobertura de vídeos, textos e imagens. Ainda assim muita coisa ficou de fora na edição. Abaixo, confira imagens inéditas que não iriam para o ar, mas que achamos válido compartilhar com os leitores.
Se você também tem cliques exclusivos da parada, envie para editor@paroutudo.com. As selecionadas serão publicadas em uma galeria especial com imagens dos leitores.
Para rever as galerias de fotos, clique nos links abaixo:
Aconteceu a 11ª Parada do Orgulho LGBTS de Brasília. Muita gente bonita, alegre, colorida. Todo mundo feliz, se divertindo com segurança, praticamente nenhuma confusão. Uma verdadeira festa, com
tudo o que tem direito!
A organização caprichou na decoração dos trios, na identificação da equipe de voluntários, no tema “Pelo Conselho de Cidadania LGBT”, e ainda convocou o público a comparecer vestindo peças de estampa
camuflada, imitando a indumentária do Exército, em solidariedade aos sargentos Fernando e Laci.
Porém, quem estava seguindo os trios teve que conviver com um elemento não tão agradável: a intensa, escura e fedorenta fumaça que saía dos caminhões.
Ali, obrigada a respirar tanto monóxido, dióxido, trióxido (sei lá) de carbono, misturado com tantas outras substâncias tóxicas, fiquei pensando que a organização da Parada deveria ter escolhido trios
melhores, mais “em forma”. Será que a escolha tem a ver com o custo? Que falta de respeito com o público LGBT!! Afinal de contas, não estamos ali para garantir nossa cidadania e nossos direitos? E o direito à saúde, onde fica?
Então imaginei que provavelmente o buraco fosse mais embaixo… Lembrei-me de outras vezes em que caminhei ao lado de trios elétricos em Brasília, e sempre tive que respirar fumaça de caminhão – direto da
fonte! Na verdade, a maior falta de respeito é das empresas que alugam os trios. Manutenção em dia é fundamental, inclusive é obrigatoriedade prevista no Código Nacional de Trânsito.
Além disso, caminhão sem manutenção é muito mais prejudicial (ainda!) para o meio ambiente, piora a qualidade do ar e acelera o aquecimento global. Brasília já é uma cidade de secas extremas, onde vamos chegar se não cuidarmos do nosso meio-ambiente AGORA?
Pois então lanço aqui um desafio à Associação da Parada e a todas as pessoas que freqüentam Paradas. Vamos exigir que na Parada 2009 os trios não nos sufoquem com fumaça? Porque o “Mercado Rosa”, aquele que se sustenta com o nosso “pink money” está cada dia mais forte, nutrindo-se com nosso dinheiro e nossa cultura. Não é justo que tenhamos de volta um produto de má qualidade. Se fosse um café frio,
você tomaria? E uma calça manchada, você deixaria de reclamar? Combustível adulterado, você ficaria calada? Por que então temos que “engolir” caminhão que solta fumaça na nossa cara?
PARADA 2009 – sem fumaça!! Por uma Parada sustentável, em que possamos ver o arco-íris brilhando no céu!
*Jandira Queiroz é integrante do Coletivo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais do DF. Contato: coletivodelesbicasdf@gmail.com
O ParouTudo quer saber sua opinião sobre a 11a Parada do Orgulho LGBTS de Brasília. Tema, local, estrutura, segurança, público, música… vale falar sobre tudo. Para deixar suas impressões, basta comentar este post!
A expressão séria, mesmo com o assédio ’simpático’ da imprensa e do público, não deixava dúvidas: Fernando Alcântara, sargento que assumiu relacionamento de mais de 10 anos com o também militar Laci Araújo em reportagem de capa da revista Época, não estava na 11ª Parada do Orgulho LGBTS de Brasília para se divertir ou posar de celebridade. Poucos dias após pedir dispensa do Exército, o agora ex-sargento diz ter ido para retribuir o apoio dos participantes. Muitos usaram roupas camufladas em solidariedade ao casal.
“Vim aqui para agradecer a demonstração de carinho. Está sendo muito difícil porque meu companheiro está preso, mas acredito que essa demostração, com tantas pessoas que não conhecem o caso, que não conhecem a gente, tem montrado que a homofobia já era para ter sumido do país”, discursou emocionado.
Sobre o motivo de ter deixado o Exército, Alcântara diz que todo ser humano tem um limite. “Cheguei a meu limite. Meu ideal era permanecer e provar que independente de minha orientação sexual eu sou um bom profissional. O que tem que ser respeitado é isso e não o que eu faço lá fora na minha vida civil”, falou aos jornalistas. Há duas semanas, ele havia sido preso por usar indevidamente uniforme militar nas entrevistas à Época e ao SuperPop e por ter se ausentado de Brasília para São Paulo sem autorização do comando.
O companheiro de Fernando, Laci Marinho, continua preso e aguarda julgamento por deserção. Na última sexta-feira, o Supremo Tribunal Militar determinou a transferência dele para o Hospital das Forças Armadas para exames médicos. Segundo a deputada Erika Kokay, o sargento saiu do tribunal dizendo que se sentia como “um judeu no campo de concentração”.
“Se houver justiça neste país vai se entender que não houve qualquer tipo de intenção na ‘deserção’, mas sim uma perseguição bastante expressa em uma fita que estava nos autos e que mostra um superior hierárquico que se refere à relação homoafetiva dos dois com palavras de extremo baixo calão”, contou a deputada que acompanha o julgamento. Segundo Erika, a juíza tentava retirar a fita do processo, enquanto a defesa de Laci pedia que ela fosse mantida nos autos para mostrar a perseguição homofóbica de que o militar está sendo vítima.
Ao ParouTudo, Fernando Alcântara disse que está sensibilizado com a mobilização popular na parada de Brasília.
Clique no player para assistir ao vídeo com o ex-sargento:
Qual foi a sensação que você teve ao chegar e ver o assédio das pessoas e dos jornalistas?
Estou muito emocionado por ver pessoas que não são de nosso convívio terem se sensibilizado pelo caso, apesar de não conhecerem todas as peculiaridades que levaram ao processo de perseguição.
O que você achou do público usar roupas camufladas em protesto à homofobia nas Forças Armadas?
Isso aqui para mim é muito mais que um ato da comunidade, de uma minoria, para mim é um ato humanitário. Não vejo diferença entre gays e héteros. Para mim todo mundo é ser humano.
Como você está agora que deixou o Exército?
Estou extremamente angustiado, mas é um misto de felicidade e alívio por ter saído daquela opressão.
Sua saída da instituição ainda é recente, mas você já sabe o que vai fazer de agora em diante?
Ainda não sei o que vou fazer, mas vou procurar um emprego e ficar na luta até tirar o Laci do xadrez.
Você concorda quando dizem que você e Laci são ‘heróis’ por terem tido coragem de se assumir publicamente e denunciarem o preconceito nas Forças Armadas?
Eu não diria heróis, mas pessoas que quebraram paradigma. Isso é algo interessante para a militância contra a homofobia.
Cerca de 35 mil pessoas passaram pela Parada do Orgulho LGBTS de Brasília, segundo os organizadores do ‘maior evento de Direitos Humanos do Distrito Federal’. O número divulgado pela Polícia Militar é bem menor: 22 mil. Como é tradição, os números divergem, mas o que interessa é que o evento estava visivelmente maior que a edição do ano passado.
Veja o vídeo geral no player abaixo:
A parada de Brasília é a terceira mais antiga do país (criada em 1998). Segundo a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis (ABGLT), o Brasil tem hoje cerca de 130 paradas.
Parada 2008 é colorida, mas marcada por camuflagem militar
O tema da parada brasiliense de 2008 veio em tom de cobrança ao Governo do Distrito Federal. A Associação do Orgulho LGBTS lembrou que há um ano foi prometido pela Secretaria de Justiça um Conselho de Cidadania LGBT, assim como existe para negros, mulheres, crianças, deficientes físicos e idosos.
Além das cores do arco-íris, a parada foi tomada dos tons das fardas do Exército que vão do verde musgo ao preto. Em adesão à sugestão dos organizadores, o público usou e abusou de peças camufladas em protesto à homofobia nas Forças Armadas (denunciada pelo casal de sargentos que foi capa da revista Época).
Público adere à parada pelo Eixão. Pôr-do-sol de impressiona
A concentração começou por volta de 14h na altura da 108 Sul, mas só às 16h os trios elétricos começaram o percurso que levou a multidão até a rodoviária do Plano Piloto.
Ainda no Eixão, o trio da Associação que organiza o evento quebrou e precisou ser retirado do protesto, que acabou com apenas dois carros - um dedicado às lésbicas e outro do clube Blue Space.
Trio da Associação quebra e precisa ser ultrapassado.
Parada termina com apenas dois carros
Ao passar pela rodoviária, o trio da Blue Space esbarrou em um dos sinaleiros e o arrancou do poste. Por volta de 20h, no trio das lésbicas, a organização precisou chamar a Polícia Militar pois um homem supostamente armado tentava entrar à força. Outro ponto negativo foi a má distribuição de banheiros químicos pelo trajeto (no ponto de dispersão, na rodoviária, não havia).
Fechamento tardio do trânsito sob rodoviária expõe público a carros e ônibus
Ainda sobre a polícia: a organização não soube dizer quantos homens e viaturas foram destacados pela PM para fazer a segurança e ajudar no desvio do trânsito. Depois que saiu do Eixão e entrou na rodoviária, a parada dividiu espaço por diversas vezes com carros.
Às 20h os trios terminaram o trajeto, mas o som permaneceu ligado até 21h na via que corta a Esplanada dos Ministérios, em local próximo ao Museu Nacional.
Após chegar ao final da parada, multidão dança
por mais de uma hora em via ao lado do Museu Nacional, na Esplanada
Segundo Welton Trindade, da comissão organizadora, a edição que celebra 10 anos desde a primeira parada do DF foi uma das mais tranquilas de todos os tempos, sem grandes incidentes.
Triste foi ver a imprensa ‘tradicional’ com informações desencontradas. Há jornal que publicou que a parada do DF é a terceira maior do país (confusão provavelmente nascida de uma passada rápida de olho no press release que dizia que o evento é o terceiro mais antigo do Brasil). Houve também jornalista que comprou fácil o número divulgado pela organização (sempre chutado para cima e sem metodologia confiável de contagem). Para o ParouTudo, números nessas circunstâncias não importam. O crescimento visível de público e a qualidade do evento é o que interessa.
Além da galeria geral, com centenas de fotos de público, o ParouTudo separou um grupo de fotos de rapazes e moças que embelezaram, cada um a sua maneira, a parada do orgulho LGBTS de Brasília que aconteceu no domingo.
Pelo sexto ano consecutivo o site ParouTudo realiza a maior cobertura da Parada do Orgulho LGBTS de Brasília. As notícias relacionadas ao evento começaram a ser publicadas há pelo menos um mês, no canal especial www.paroutudo.com/orgulho - endereço oficial de divulgação da parada.
A cobertura desta edição é um oferecimento da Erotica Sex Shop e do chat fonado One To One. Participou da maratona a equipe enxuta (mas afinada) da ComH Comunicação: Gabriela Rocha, Pedro Marra, Ricardo Lucas, Thales Sabino e eu, Thiago Malva. Cada um se encarregou de uma função diferente.
Além de clicar e filmar o público no chão e nos trios, nosso time ainda foi responsável pelo receptivo dos jornalistas no trio da Blue Space e coordenou um mini-exército com quatro bofes que distribuíram flyers institucionais para os passantes.
Como o nome do site estava estampado no uniforme de nossos soldados, a coisa mais comum que eles ouviram durante o trajeto que percorreram de sungão, coturno e regata foi ‘PA-ROU-TU-DO!’. Foi quando tivemos a idéia de gravar o povo dizendo a gíria que dá nome ao site. Confira no player:
Foi bonito de ver, esteticamente e pela causa. Na parada de Brasília de 2008, um verdeiro mar de gente com roupas com referência army marchou ao som de música eletrônica pelo Eixão Sul em sinal de protesto à homofobia dentro das Forças Armadas.
Vendedor ambulante fatura com venda de camisetas camufladas
Márcio Koshaka e Milton Santos: exército contra homofobia
Seja pela causa ou meramente pelo fetiche com o uniforme militar, a idéia deixou a parada com muitos tons verde musgo e marrom, além das tradicionais cores do arco-íris. Vai entrar para a história.
Clique para ver o vídeo com imagens do chão:
Há uma semana os organizadores da parada divulgaram nota pela internet convocando o público a usar roupa camuflada durante o evento. O motivo: questionar a punição do Exército ao sargento Fernando Alcântara, preso por usar indevidamente o uniforme militar nas entrevistas que deu à revista Época e ao programa Super Pop, de Luciana Gimenez.
Solto na última semana, Fernando esteve na parada e se disse comovido e grato pelo apoio. Ele lamentou ainda que seu companheiro Laci de Araújo, preso por ‘indisciplina’. Há menos de um mês, o casal foi capa da revista ao denunciar perseguição por preconceito na instituição.
A filial candanga da Blue Space investiu pesado na estréia na parada de Brasília. Em seu segundo ano de funcionamento na cidade, essa é a primeira vez que o clube participa da manifestação (diferentemente do que acontece em São Paulo, onde a matriz da Blue não faz esse tipo de ação há alguns anos).
Veja o vídeo com os melhores momentos do trio:
A casa levou o grande e moderno trio Aquarela para o Eixão Sul - o carro é o melhor do DF - e reuniu drags, go-go boys, empresários da noite, descamisados lindos e muita gente fervida. Inicialmente o trio era o terceiro carro, mas com a saída do primeiro (que quebrou no começo do percurso), o trio da Blue acabou sendo o único além do das lésbicas.
Performer paulista Talessa Top e go-go boys Léo Britto e Bruno Rafael
são destaques do carro da Blue
Alê Amaral, DJ que tocou na festa Federal Pride (veja a cobertura), iria embora da cidade após o almoço, mas trocou sua passagem para início da noite e foi o DJ que abriu o line up.
Em seguida, Tiago Vibe assumiu as pick-ups e com o trio lotado elevou a temperatura lá para cima. Gilmar Golucho assumiu na volta da rodoviária, com os hits Touch My Body e Rise Up. Depois acabaram fazendo um afinado e animado back-to-back.