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Os mais mais da Suzy

Por Thiago Malva em 26.11.2007 : : 11h15

suzy1.jpgA diretora geral do Festival contou ao site Mix Brasil os cinco filmes desta edição que são imperdíveis. Veja a lista dos cinco mais por Suzy Capó.

A Incrível História do Cinema Gay, André Schäfer (Alemanha) - Documentário sobre a gradual visibilidade do cinema gay e como ele, nas poucas últimas décadas, consolidou-se como um gênero próprio no cinema. O diretor André Schäfer entrevista ícones absolutos como os diretores Stephen Frears, François Ozon, Wieland Speck, Gus Van Sant e Patrice Chéreau e os atores Tilda Swinton, Udo Kier e Stephen Fry.

Com Gilbert & George, de Julian Cole (Reino Unido) - Depois de ter atuado de modelo para a dupla Gilbert & George em 1985, Julian Cole decidiu fazer dos artistas o objeto de seu documentário. Gilbert & George são duas pessoas e apenas um artista, sua marcante parceria está entre as mais consistentes e duradouras da história da arte. O documentário registra essa relação única por duas décadas, incluindo exposições pioneiras em Moscou e na China. Julian Cole também dirigiu o curta Ostia, no qual o cineasta e ícone gay Derek Jarman (1942-1994) interpretou o idem Pier Paolo Pasolini (1922-1975). Ele vem ao Brasil.

The Cockettes, de David Weissman - À medida que a São Francisco psicodélica dos anos 60 deu lugar à São Francisco gay dos anos 70, surgiu também um grupo de hippies chamado The Coquettes. Travestidos de forma fulgurante e maquiados sob toneladas de glitter, os Coquettes instalaram deliberado caos, com performances anarquistas e sem qualquer definição de gênero sexual. Elogiados por nomes como Truman Capote e John Waters, os Coquettes foram precursores de filmes como “The Rocky Horror Picture Show” e do glitter rock defendido por David Bowie e os New York Dolls. O filme faz parte da homenagem que o Festival Mix Brasil presta este ano ao Dzi Croquettes, grupo brasileiro inspirado no The Cockettes e que, a exemplo da trupe americana, revolucionou a cena no Brasil, em plena ditadura.

O Poderoso Chefão da Discoteca, de Gene Graham - O nome dele é pouco conhecido ou menos ainda lembrado, mas se não fosse por Mel Cheren, muito da disco music que se herdou dos anos 70 seria diferente. Partindo de sua autobiografia, “My Life and the Paradise Garage: Keep on Dancin’”, o documentário resgata a memória de uma figura ímpar e traça os primórdios da cultura disco, a contribuição da gravadora West End Records, a ascensão da discoteca Paradise Garage. Amarrando tudo isso, ouvem-se maravilhas da história da dance music. Entrevistando um who’s who da cena dance (Junior Vasquez, Louis Vega, Tony Humphries e Jellybean Benítez, entre outros), o filme revela os passos que antecederam o fenômeno global em que ela se tornou.

Desaparecido: Danny Williams e a fábrica de Warhol - O grande vencedor do prêmio Teddy de melhor documentário no festival de Berlim de 2007 tira mais uma fascinante história da cartola mágica do mestre Andy Warhol em sua lendária Factory. A diretora Esther B. Robinson resgata aqui a memória de seu tio, Danny Williams, que por um tempo foi namorado e colaborador de Warhol, chegando a morar com ele e sua mãe. Danny fez parte do auge mítico da Factory, na Nova York dos anos 60. Realizou também cerca de vinte filmes, trabalhou com o Velvet Underground, afundou-se em anfetaminas e desapareceu misteriosamente aos 27 anos, em 1966. Entre os depoimentos, declarações e lembranças de nomes como John Cale, Paul Morrissey e Brigid Berlin. A cineasta, considerada pela revista norte-americana Filmmaker como um dos 25 nomes a serem reparados em 2006 no circuito independente, estará presente em São Paulo.

Entrevista com diretor brasiliense no Festival

Por Thiago Malva em 25.11.2007 : : 12h59

 A equipe do portal Mix Brasil entrevistou o brasiliense Lello Kosby, diretor do curta ‘A Segunda Chance’ que conta a rotina da transexual Maria Luiza.

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Como foi a recepção de seu filme, em São Paulo?
Foi incrível, mas diferente de outros lugares… As pessoas acharam engraçado. Também acho um pouco engraçado, por que a personagem, a Maria Luiza, é muito triste e ela não esboça um único sorriso - a não ser quando conta sobre a alegria que foi quando fez xixi pela primeira vez depois de operada… Essa foi a parte que as pessoas riram, e eu entendo que tem algo de humor nisso.

Quanto tempo durou as gravações?
Foram três dias seguindo a Maria Luiza, em junho de 2007.

E como você chegou à Maria Luiza?
Já conhecia a história dela, mesmo antes de operada… Acompanhei como jornalista, já que o caso dela repercutiu muito. Antes de ser operada, ela era cabo do exército, foi motorista… Sempre fazia trabalhos de homens, para negar sua real vontade.

O que te levou a fazer o curta?
A maior vontade de fazer o curta era para entender… Eu não conseguia compreender por que alguém iria querer abrir mão do órgão sexual masculino. Eu sempre imaginei que preferia perder os braços, as pernas, do que perder meu pênis… Eu não entendia como alguém poderia fazer isso. Queria acabar com o preconceito que eu tinha, e torná-lo um conceito. E queria passar isso pras pessoas, fazê-las entender.

E agora você compreende?
Sim, especialmente o caso dela. Ela não poderia ser nada, além de mulher.

‘ A Segunda Chance’ faz parte do programa de curtas ‘Fabricação Própria’ que será exibido em Brasília no sábado, 15 de dezembro, as 17h15.

E o Coelho de Prata vai para…

Por Thiago Malva em 24.11.2007 : : 19h58

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Após dez dias de intensa programação de filmes, festas e eventos paralelos a versão paulistana do Festival Mix Brasil chegou ao fim com festa de encerramento nesta quinta-feira (22), na choperia do Sesc Pompéia. A entrega do trófeu Coelho de Prata foi feita por Suzy Capó e André Fischer, diretores do Festival. A dupla chamou ao palco alguns realizadores presentes na cerimônia para receber o troféu. Os ganhadores são:

: : Voto Popular

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“Uma Jihad para o Amor”, de Parvez Sharma, Melhor Documentário;

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‘Vida Privada’, Abbe Robinson, Melhor Curta Estrangeiro;

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‘69 – Praça da Luz’, de Carolina Markowicz e
Joana Galvão, Melhor curta nacional

((sem foto))
“De repente, Califórnia”, de Jonah Markowitz,
na categoria Melhor Longa de Ficção;

: : Voto do Júri

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‘Ta…’, do carioca Felipe Sholl, para
curta de ficção na Mostra Competitiva 

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‘69 – Praça da Luz’, das paulistas Carolina Markowicz e Joana Galvão, Melhor Documentário nacional da Mostra Competitiva

E neste ano o Prêmio Ida Feldman também mudou um pouco suas regras. Ida levou ao palco três das pessoas que mais se destacaram no festival - Tino Monetti, Marcelo Leandro e a drag king Ocean Leroy. Tino Monetti acabou levando o prêmio.

* Texto de Eric Galdino/Mix Brasil

Abertura do Mix em São Paulo

Por Thiago Malva em 14.11.2007 : : 19h27

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Aconteceu na ontem (13) a festa de abertura do 15º Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual. O auê, que contou com a presença de mais de mil pessoas, foi no Memorial da América Latina, em São Paulo. Quem apresentou o evento foi a diretora geral do festival, Suzy Capó, e o co-diretor André Fischer. Eles falaram sobre as mostras, festas e categorias do Festival (Panorama Internacional, Especial Direitos Humanos, Mundo Mix, Tributo ao Dzi Croqeuttes, Sessão Resgate, Mostra Competititiva Brasil e Curta Mix Brasil). Logo em seguida foi exibido o filme coreano Dasepo Soneya: Travessuras e Gostosuras, de E J-Yong. A festa foi até 5h ao som da DJ sul-africana Cndo.

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Suzy Capó, diretora geral do Festival

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André Fischer, co-diretor do Festival

Fotos: Cinthia Sanchez

MixBrasil 2007

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