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Gisa Nunez: das igrejas para as boate gays

Por DJ Beto Luscious em 07.01.2011 : : 12h20

Estamos, aos poucos, conhecendo um novo talento de voz nas pistas: Gisa Nunez. A gata Iniciou carreira  cantando em igrejas e, mais tarde, em formaturas, cerimônias de casamento, bares, convenções e outros tipos de eventos. Mas o lado arco-íris do show a está chamando.

Gisa, agora, quer inverstir no público LGBT e lança a música “Hands of time”, seu primeiro single. O público brasiliense poderá conhecê-la na festa Evolution, que rola no sábado 8, ao lado do Shopping Flamingo (veja aqui). Leia entrevista com Gisa.

Desde quando começou a cantar?

Eu comecei a me interessar pela música aos nove anos de idade quando, do nada, quis um violão ao invés de uma boneca. Fiz somente três meses de aula de violão e fui aprendendo e me aperfeiçoando sozinha tocando em igrejas. Nem tinha noção que eu cantava.

Não parei mais. Me profissionalizei aos 13 anos e comecei a fazer casamentos e várias apresentações. Mais tarde, já cantava em bares, convenções, formaturas, festas de prefeituras, etc. Tornei-me crooner das mais variadas e conceituadas bandas de baile da capital mineira. Desde 2008, faço parte da Banda Suor e Ritmo. No ano passado, foram mais de 500 mil pessoas atrás do trio elétrico no carnaval. Foi maraaa!

Como você vê o mercado brasileiro para artistas pop? Existe espaço?

É maravilhoso ver que o mercado brasileiro está crescendo para o estilo pop, house e dance. E tudo com uma qualidade incontestável, o que é o mais legal. Tem muita gente boa por aí. Na minha opinião, tem muito espaço sim. A cada momento surge uma música nova e, quando vamos ver, é uma voz brasileira com produção nacional. É muito lindo isso!

Qual é sua relação com o publico gay? Como tem sido o retorno? E o que você mais gosta nesse público?

Melhor, impossível. A toda casa gay que vou, as palavras são as mesmas: “Gente, essa mulher é uma travesti” (Muitos risos). Deve ser pelo meu jeito de falar que é totalmente “bee”. Só já nasci operada. Adooooroooo.
Graças a Deus, o retorno do público está sendo muito bom. Mas deixo claro que ainda tenho muito a conquistar e muita estrada ainda. E o segmento gay é o melhor pra se aprender porque é muito exigente. Pode ter certeza, se está no segmento é porque agradou.

Madonna, Beyoncé, Kylie Minogue e agora Lady Gaga são divas gays. Nacionalmente temos Lorena, Alexxa, Alex Marie, Georgia Brow, Wanessa e Amannda, que também focam homossexuais. Seu trabalho vai continuar nessa linha pop de divas gays?

Eu penso o seguinte: é o público gay quem escolhe suas divas. Acho que isso acontece de forma natural. É questão de identidade mesmo e carisma. Eu pretendo continuar nessa linha pop/dance sim e, se me considerarem uma diva gay, que honra!

Quais são os estilos que te influenciam? Qual sua relação com os DJs?

Em Minas Gerais é cultural tocar e cantar em bares, casas noturnas, bandas de bailes etc. Porque é o que o mercado musical mineiro oferece. Por esse motivo, tive que estudar pra ter um conhecimento musical muito grande para atender a esse mercado cantando de tudo desde anos 60 até os dias atuais. Tive influências, dentre esses vários estilos, o Pop Rock, MPB, Samba, R&B, Jazz e House/Dance.

A minha relação com os DJ’s é tudo de bom. Como seria minha carreira sem eles? E tenho muitos e muitos amigos DJ’s, daqueles que são parceiros mesmo. E sou grata a cada um deles pela força e por tocarem sempre a minha música.

Como os fãs e a mídia estão recebendo seu novo single “HANDS OF TIME”? Quais os remixes que ainda vão sair?

“Hands of Time” foi feita pelos meus queridos e produtores Fabiano Almeida e Ian Duarte. Um presentão. Tem uma letra que tem muito a ver comigo. As primeiras versões e originais do Mister Jam (rádio e extended) são numa batida leve e dançante voltada, no primeiro momento, mais para o pop e para tocar internacionalmente, o que vem acontecendo, graças a Deus.

Os remixes estão para sair e, em breve, sairá o pack de “Hands of Time” para todos os gostos. Os fãs e DJs estão malucos, do tipo: “ Cadê o remix?!” (risos)… “Amei a música, mas essa versão pop não rola na pista, me dá o remix!!!!” (mais risos). Está uma loucura. Fico muito feliz por isso. São um carinho e uma ansiedade muito grandes das pessoas pra já ver bombar… É só esperar mais um pouquinho que está pra sair…

Dê algumas dicas para quem sonha em ser cantor(a) pop e não sabe por onde começar.

Que pergunta difícil! Eu acho, que primeiro de tudo, é acreditar em você e saber que, se não correr atrás dos nossos sonhos, eles não batem por si só na nossa porta. Não ter vergonha de pedir e não se frustrar com o “não” recebido. Ter a cabeça erguida e continuar em frente.

Todos sabemos que é um caminho difícil, mas a gente consegue as coisas é com muita humildade e perseverança sempre. Pra ter uma carreira, é preciso, além do talento, começar. E o começo é sempre de baixo, em pequenos eventos e batendo nas portas. Corra e se jogue!

Quais as expectativas para o show em Brasília, na festa Evolution?

Todas as expectativas possíveis. Estamos preparando o primeiro show em Brasília da tour de lançamento do single “Hands of Time”. Se Deus quiser, vamos arrasar eu e todos que comparecerem. Portanto, convido a todos vocês a dividirem comigo esse momento. Vai ser “bafão”!

Ouça Hands Of Time (Mister Jam Original Mix):

Clique aqui para baixar Hands of Time (D’Marco & Dukey Faboulous Mix) e (Mr. Jam Original Club Mix)
Link D’Marco : http://www.4shared.com/audio/WP-9YZ41/Gisa_Nunez_-_Hands_of_Time__DM.html
Link Mr. Jam: http://www.4shared.com/audio/1ZH23TRy/Gisa_Nu%20nez_-_Hands_Of_Time_vs_.htm
Myspace : http://www.myspace.com/gisanunez
Twitter:  @GisaNunezSinger

: : Bônus Tracks

Para começar bem o ano de 2011 separei ótimos sets para todos. Gostaria de agradecer aos leitores do blog por mais um ano juntos. É baixar e se jogar, galera!

DJ YAKKO – MIX DECEMBER

DJ LUCIANO D’MARCO – CELEBRATE

DJ ALEX DUBBING – FADE AWAY

DJ BRUNO PACHECO – MERRY X’TMAS INTO TW

DJ FELIPE LIRA – SEXY LOVE HOUSE

DJ MAURO MOZART – I WISH YOU A MERRY CHRISTMS AND A HAPPY NEW YEAR

DJ ROBIX – WELCOME SUMMER 2011

Entrevista com o DJ e Produtor E-THUNDER

Por DJ Beto Luscious em 29.10.2010 : : 14h01

O Projeto E-THUNDER nasceu em meados de 2005 e teve apoio total dos amigos VMC & Macau. Eles são conhecidos hoje também como ALTAR. Apaixonado pelo House Tribal e suas vertentes, o projeto tem no sangue a vibe correndo. Fazem de tudo para levar sempre para as pistas o jeitinho E-Thunder de ser. Já tocou ao lado de grandes nomes como Paulo Agulhari, Leandro Becker, ALTAR, Rafael Lelis, Kasino, Double You, Joe K, Tom Hownkins, Breno Barreto, DJ Robix, M-Vee (Love Groove), Jeff Valle, Fabio Mesquita, Luis Erre, Daddy San, Bill Halquist entre outros.

Como começou a carreira de DJ?

Há exatamente 6 anos, na verdade, surgiu a paixão e a vontade de ser DJ! Mas tudo começou como uma brincadeira no colégio, tocando em festinhas da sala e com computador. Sim, computador! Não nego e não morro!

E a carreira como produtor musical? Como começou? E como é produzir no Brasil?

A carreira surgiu há 5 anos, quando eu e meu melhor amigo, Elder, entramos em contato com a dupla ALTAR, que na época lançava seu primeiro hit SEXERCISE. Daí viramos grandes amigos e surgiu a ideia de montar uma dupla até então na época composta por mim, Igor e pelo Elder. Foi batizada pelo ALTAR de E-Thunder (O E, é de Elder! O T, do Thunder, de Tamegão (meu sobrenome) e o E, também é abreviação de “e-music”, ficando o Trovão Eletrônico E-Thunder! Parece confuso, mas da para entender. Depois de um tempo o Elder saiu do projeto e dei continuidade ao mesmo até hoje. Produzir no Brasil nos dias de hoje, para quem surge na cena, é terrível. Cobra comendo cobra. Todos se julgam amigos, amam suas músicas, mas só fazem isso para pegar privates, repassa-las e no fim das contas tocar música dos gringos. Eu amo o trabalho dos brasileiros. Temos ginga, características fortes na pista que agrada todo o Mundo! O projeto surgiu em uma época restrita de produtores na cena, mas hoje em dia temos novos rostos da house music e eu quero mais que apareça. A cena só tem a ganhar mais e mais!

Como é sua rotina como produtor? Quais foram suas influências? Você acha que as produções nacionais deixam muito a desejar frente aos gringos?

Produções nacionais deixando a desejar? Jamais! Somos referência tanto quanto eles em rebolados, gingas etc. Não aderimos a “modismo”, apenas seguimos nossas
ideias nos adaptando, creio! Sobre influências? Thunderpuss! Reis eternos, ninguém fará nada que supere os remixes feito por eles. Tudo era maravilhosamente pensado. Sobre rotina não existe uma rotina certa para um produtor. Pelo menos eu não sigo nenhuma. Costumo falar que inspiração caprichosa vem quando quer.

Qual a coisa mais legal de ser DJ e a mais chata?

Como viajo bastante eu diria que a coisa mais legal são as milhas! Mas, brincadeiras a parte, acho que o melhor é o sorriso, os gritos na pista quando você toca algo seu e vê que valeu a pena ficar horas pensando, sentado na cadeira para, no final, conseguir o que você quer. A mais chata é aturar pessoas que acham que você tem obrigação de tocar o que eles bem querem e entendem como Alone às 2h30 da manhã! Abro um bom sorriso e saio pela tangente risos.

Como toda revolução, aspectos negativos puderam ser percebidos também. A banalização do acesso é um deles. Qualquer um pode juntar em pouco tempo um vasto repertório e tocar na noite. Todo mundo quer ser DJ. Isso atrapalha aqueles DJs que fazem um trabalho sério de pesquisa ou o próprio meio acaba
separando os bons dos maus profissionais?

Claro! Ridículo isso porque parece: “não tem emprego!? Vira DJ. É tão fácil!”. Achar música boa na net até minha sobrinha de 2 anos acha. Grandes nomes da cena não são bons DJs porque surgiram da noite pro dia mas sim porque tem a paixão dentro de si. Tem gente que toca por colocação, um balde de cerveja e R$ 200, não duvide!

Qual sua noite inesquecível como DJ? E qual o melhor DJ que já viu tocando?

Nossa, minha primeira noite no Cine Ideal, antes de ser residente na boite. E eu ainda morava em Belém do Pará. E o melhor dj que já vi tocando sem dúvida nenhuma é o Juanjo Martin. Só isso, já basta. Ele é O cara!

O que você ouve quando está em casa e quer descansar um pouco, sem pensar com sua mente musical?

Anos 80! Amo a época que não vivi! Depeche Mode, A-ha, Eletronic, Fire Inc, Duran Duran, The Cure, The Smiths, Billy Idol entre outros! Fora musica? Desenho animado.

Se não fosse pela música, o que você faria profissionalmente que o deixasse igualmente satisfeito?

Continuaria sendo publicitário, se Deus quiser. Falo muito, tenho que gastar essa energia, seja pulando na cabine ou apresentando palestras.

O que podemos esperar do DJ E-THUNDER? Quais os projetos, quais os planos?

O de sempre. Muito fervo, muita animação, sorriso no rosto e muita disposição na cabine, por onde passar! Muitos remixes novos de diferentes estilos, mas com a pitadinha do projeto e suas características!

: : TOP 10


1- Madonna – Die Another Day 2010 [E-Thunder Private]
2- Akcent – That’s My Name [E-Thunder Private]
3- Filipe Guerra ft Lu Guessa – Take a Chance [E-Thunder Remix]
4- Edson Pride ft Jeanie Tracy – Feel Good [E-Thunder Remix]
5- Altar ft Amanda – Hold Me Now [E-Thunder Remix]
6- E-Thunder – Girls Girls [Took The Nigth Mix]
7- Kylie Minogue – Get Out Of My Way [E-Thunder Remix]
8- Lori Michaels – Rebound [Gustavo Scorpio Remix]
9- Blasterjaxx – La Vaca
10- Afrojack ft Eva Simons – Take Over Control [E-Thunder Private]

Clique aqui para baixar o set do DJ E-Thunder

Site / Myspace

: : BÔNUS TRACKS

DJ LAURIZE – CONTTROLHITS!

DJ BRUNO PACHECO – INTRODUTION INTO THE WEEK

DJ DRI TOSCANO – SECRET MINDS


DJ EDGAR VELAZQUEZ – HALLOWEEN

DJBRYAN REYES – DANDE-TOBER

DJ ALE AMARAL – WHO I AM (PART4)

Entrevista com o DJ e Produtor GUX

Por DJ Beto Luscious em 01.10.2010 : : 11h19

Gux, de Buenos Aires, é DJ e tem ganho bastante espaço no Brasil, tem se apresentado em vários clubes. Ele foi convidado para se apresentar na época da parada do Orgulho LGBT em São Paulo neste ano e faz várias festas no Sul do país.

Seu som é caracterizado por uma série de influências de lugares por onde passou, tais como Paris, França e Washington. Depois de retornar à Argentina, sua carreira deu um passo importante na cena eletrônica na medida em que tocava em clubes, festas particulares e bares.

Ultimamente, a sua principal inspiração é o som tribal e grandes produtores como Danny Tenaglia, Peter Bailey, Desyn Masiello, Funkagenda, Steve Lawler e Boris DJ. Gux, de 29 anos, tem a qualidade e versatilidade de um artista em constante inovação, misturando electro house ao tribal e tech tribal. Seus sets têm sido descritos como uma experiência de percussão em meio a melodias suaves e novos ritmos, com o único objetivo de fazer o público vibrar e esquecer suas preocupações.

Quando surgiu a paixão pela profissão de DJ?

Quando tinha 13 anos. Eu morei cinco anos nos Estados Unidos. Nessa época, eu era fanático por heavy metal/rock glam comercial (Iron Maiden, Metallica, Motley Crue, Dokken etc.), mas tinha uma forte influência do pop dos anos 80 e 90 graças a minha irmã. Curtia Depeche Mode, The Cure, Alphaville, Erasure, New order, C+C music factory e SNAP. Como você percebe, eu estava num conflito de estilos musicais bem estranhos (risos).

Quando voltei à Argentina, um dia estava procurando uma estação de rádio legal e encontrei X4, estação de musica eletrônica. Ali começou meu interesse em ser DJ. Na verdade, a música eletrônica é uma mistura de diferentes estilos de músicas, então eu encontrei uma maneira para expressar meus gostos musicais.

Depois de morar na Argentina, fui para a França fazer todo meu Ensino Médio. Lá, meu conhecimento da música eletrônica e de DJ se desenvolveu. Comecei a tocar nas festas de minha escola. Graças à ajuda de amigos, aos 18 anos, tive a oportunidade de tocar na minha primeira boate em Paris. Pouco tempo depois, voltei de novo à Argentina.

Tem residência em algum lugar? Onde mais você tocou?

Neste momento, tenho várias possibilidades de residência, mas estou avaliando ainda. Tenho a sorte de ter tocado em lugares importantes de Buenos Aires, tais como Palacio Alsina, Bahrein, Glam, Soho Club, Manhunt, Youngfest, Chueca e nas pool parties do Axel Hotel no verão. Também já fui ao interior da Argentina, em Córdoba, que é a segunda cidade mais importante do país.

Sou uma pessoa bem consciente da realidade dos direitos das diversidades, então, neste ano, toquei na parada pela legalização do casamento gay no Congresso Nacional. Por sorte, foi aprovada. No exterior, toquei em Paris, Punta del Este, Uruguai e também em lugares do Brasil, tais como São Paulo, Florianópolis e Curitiba.

Qual sua noite inesquecível como DJ? E qual o melhor DJ que já viu tocando?

Todas as vezes que toquei no Brasil foram inesquecíveis. Sinceramente, o povo brasileiro me brinda com muito carinho. Os brasileiros sempre me fizeram sentir em casa. Cada vez que vou para aí é um enorme prazer.

O melhor DJ que já vi tocar foi o Danny Tenaglia. Ele é uma das razões por eu ter começado minha carreira. Cada vez que o escutei tocar foi uma lição de música eletrônica. Também acho o James Zabiela um DJ muito talentoso, tecnicamente perfeito.

Como é sua rotina fora das pistas?

Eu fico com minha família e meus amigos. Gosto muito de sair para jantar num bom restaurante, tomar vinho, ver um filme na casa dos amigos ou só caminhar um pouco. Sou um cara bem tranqüilo e simples. Gosto de dormir também.

Conhecer lugares e culturas novas também me atrai muito. Sempre quando viajo para tocar, gosto de caminhar pela cidade e ver as pessoas. Também adoros esportes. Jogo rugby desde os 9 anos. Gosto muito da política internacional.  Eu sou licenciado em Relações Internacionais, então me dá prazer estar bem informado.

Ser DJ é como outra profissão qualquer, exige total dedicação e muita pesquisa. Como você consegue conciliar as tarefas diárias com as atividades como DJ?

Não é fácil. Tenho que ficar muitas horas escutando diferentes músicas, escolher o que pode ser útil, se é mesmo só uma parte ou toda a música, um sample legal ou uma base legal.

Algumas vezes, depois de escutar tantas músicas, chega a um ponto que parece que é apenas som (risos).
Muitas pessoas acham que é um trabalho fácil, mas, na verdade, ele exige muito tempo. É normal eu ficar ansioso porque, se me ocorre uma idéia, preciso registrá-la. Tenho medo de esquecê-la. Então é bem importante ter o tempo bem organizado.

Como toda revolução, aspectos negativos puderam ser percebidos também. A banalização do acesso é um deles. Qualquer um pode juntar em pouco tempo um vasto repertório e tocar na noite. Todo mundo quer ser DJ. Isso atrapalha aqueles DJs que fazem um trabalho sério de pesquisa ou o próprio meio acaba separando os bons dos maus profissionais?

Eu acho que o próprio meio acaba separando, mas não avalio que seja porque o DJ seja bom ou mau. Acho que tem que ver com a seriedade, perseverança, consistência e criatividade que o DJ tem com seu trabalho.
Claro que existe a questão do talento, que é bem importante, mas isso não é suficiente sem os outros elementos. A humildade é fundamental, por exemplo. Eu sempre falo que a crítica construtiva é importante, assim você sabe em que deve melhorar.

O bom DJ tem que ser uma mistura de muitas coisas. Alguns serão mais fortes em alguns elementos do que em outros, mas, se todos estão presentes, esse DJ vai ter futuro. A idéia é ser o mais completo possível. A dedicação é um elemento vital, então, com o tempo, isso vai tornar esse DJ mais visto e lembrado.

Se não fosse pela música, o que você faria profissionalmente que o deixasse igualmente satisfeito?

Essa é uma boa pregunta. Eu tenho a sorte e o malefício de gostar de muitas coisas diferentes. Quando era pequeno, eu queria ser esportista profissional. Já maior, queria ser DJ e, depois, estudei Relações Internacionais porque gostava muito de política. Na verdade, acho que poderia estar trabalhando numa organização internacional, mas a música sempre estaria presente na minha vida, isso com certeza.

Quais os projetos atuais?

Estou trabalhando em novos remixes meus. Eu acho que, na atualidade, o som está tendo pouca variedade. Então tenho feito coisas novas. Por exemplo, a pouco, lancei um remix de “Feels like a prayer”. E tenho outras coisas projetadas. Espero que o povo goste. Meu desejo é poder expandir meus horizontes e ver onde chego. Sempre querendo me aperfeiçoar.

: : Um TOP 10 (ou 5)

1.    G.U.X – “feels like a drum”
2.    Dada Life – “Tomorrow (Dabruck & Klein Remix)”
3.    Yves Larock feat. Trisha – “until tomorrow (the Good Guys Remix)”
4.    Hinojosa & Zambrano – “Viciosa (G.U.X re-edit)”
5.    Zouk – “Shout (G.U.X rework)”
6.    Digital Lab & Angger Dimas – “Love is what we’ve got (G.U.X remix)”
7.    Starkillers – “Big Disco”
8.    Rony Seikaly feat. Polina – “Let you go”
9.    Jesse Garcia – “Let me hear you go (Mikael Weermets Remix)”
10.    Tina Cousins – “Mysterious Times (BNO remix 2010)

Clique aqui para baixar o set do DJ GUX
Site: http://www.myspace.com/djgux
Twitter: @deejaygux

: : Bônus Tracks
DJ LUCIANO D’MARCO – JOY CIRCUIT

DJ VLAD – HOUSE IS INPHINITY

DJ THIERRY – MUSIC MATTERS

DJ ROGER MAIA – MIND BODY & SOUL

DJ FLAVIUS – SURVIVAL

DJ WILL BEATS – SUMMER ALEGRIA

DJ FELIPE LIRA – U DONT KNOW ME

DJ Maya aposta no bate cabelo

Por DJ Beto Luscious em 03.09.2010 : : 12h15

Mayana de Lourdes, a DJ Maya, tocou pela primeira vez como iDJ pelo Parou Tudo. A moça começou a tocar profissionalmente há cinco meses, estreando na festa da Canoa, de Tom Marques. Desde então, tem tocado em muitas festas e labels da cidade, inclusive na @letsclub. Maya gosta de movimentar a pista com “bate cabelo”. Publicitária e Bacharel em Línguas, a DJ afirma que a nova profissão é o hobby mais delicioso. De férias no mês de setembro, DJ Maya promete voltar com força total em outubro. Enquanto isso, deixa sua mais nova produção.

Baixe aqui o set: http://www.4shared.com/audio/IzQc9t75/Empire_state_of_DJ_Maya.html

Siga DJ Maya no twitter:  @Djmaya_oficial

Saiba mais sobre o remixer Rafael Lelis

Por DJ Beto Luscious em 02.09.2010 : : 19h04

O paulistano Rafael Lelis tem 29 anos e muita historia para contar. DJ/remixer/produtor, Lelis é hoje um dos disk-jokeys que mais se destacam na cena nacional. O produtor também assina trabalhos sob o pseudônimo Sonno Solavas e estará em Brasília nesta sexta-feira para edição Fashion Drama da festa Let’s Club.

: : Entrevista

Como começou sua carreira de DJ?

Comecei por necessidade. Antes de virar DJ, eu já produzia remixes, que começaram a fazer sucesso. Foi aí que me procuraram para tocar, e eu me vi tendo que apreender o ofício.

Qual sua noite inesquecível como DJ? E qual o melhor DJ que já viu tocando?

Acredito que as primeiras vezes foram inesquecíveis. Não só pela emoção, mas pela adrenalina. Depois a gente continua curtindo, mas acostuma.

Quando você decidiu que era hora de começar a produzir? E como é produzir no Brasil? Como anda o projeto Sanno Solavas?

Na verdade isso aconteceu de forma natural. Eu tinha um PC e já o usava para produzir música eletrônica. Sempre fui apaixonado por Dance Music. Ainda temos um mercado um pouco fechado para a cultura dos remixes aqui no nosso país. Por isso trabalhamos muito mais com remixes para artistas internacionais. Sanno Solavas vai muito bem. Recentemente lançou umas três produções bem legais. Mas estou seriamente pensando em fundir Sanno Solavas com Rafael Lelis, e tornar os dois um só.

Você acha que as produções nacionais deixam muito a desejar frente aos gringos?

Eu acho que temos muitas produções ruins sim, muito lixo. Mas também temos excelentes produtores e artistas em potencial. Às vezes não nos falta talento, mas nos faltam recursos. Daí a música fica prejudicada, pois falta finalização.

Conta para nós um pouco do seu programa na Omega Hitz, Tribal Evolution. O programa você sempre deixa bem claro que não é locutor profissional, como surgiu essa oportunidade?

Há muitos anos atrás eu tive um programa na Circuito Mix e só entrei porque na época eu estava começando. Achei que ter um programa me ajudaria com datas. Depois de um tempo saí, fiquei um tempo de molho, e logo recebi convite do Pedro Pitanga, da Omega Hitz, que até então era Vibe Hitz. Acho que entrei no momento certo. Hoje estou mais maduro e a amizade que formei com o Pedro também me dá um gás a mais para fazer o programa.

O que o Rafael Lelis ouve quando está em casa e quer descansar?

Escuto Moby, escuto 4 Non Blondes, Muita Dance Music dos anos 90. Gosto basicamente de Rock, Dance Music, Jazz, baladas. Mas minha grande paixão é Cher! É a diva das divas. A voz e o talento dessa mulher são únicos!

: : Top 5 de Rafael Lelis

1. Swedish House Mafia - One (Your Name) (Rafael Lelis Mafia Mix)
2. Eminem & Rihanna - Love The Way You Lie (Rafael Lelis Private Dub)
3. Beatchuggers & Alexander Brown - Solo (Original)
4. Chris Rockford, DJ CrEdo - Rock The Boat (Club Mix)
5. Armin Van Buuren feat. VanVelzen - Broken Tonight (Hardwell Dutch Club Mix)

Clique aqui para baixar o set do DJ Rafael Lelis
Site: http://www.rafaellelis.com.br/
Twitter: @djrafaellelis

DJ BETO LUSCIOUS – LIVE YOUR DREAMS

Por DJ Beto Luscious em 19.08.2010 : : 16h03

“LIVE YOUR DREAMS” é um set diferente, inspirado nas noites de São Paulo. Com músicas dançantes e batidas forte, aguçando a vontade de quebrar a rotina, experimentando o diferente para viver seus sonhos. Então bom download a todos e divirtam-se sem moderação.

Link: http://www.mediafire.com/?o2nkoddcoiqaqp8

BÔNUS TRACKS

DJ EDSON PRIDE - SHAKIN’ 4

DJ CLUBZOUNDS - CLUBZOUNDS

DJ ASLLAM - HOUSE AND HAPPINESS

DJ JUNIOR DUD - ELEMENTS

DJ RAFAEL CALVENTE - DISCO DEVIL

DJ JUNIOR PERON - I’M COMING BACK

Ana Paula: destaque como Deejay Woman

Por DJ Beto Luscious em 15.07.2010 : : 16h59

Ana Paula está no auge de sua carreira. A principal característica da garota é a autenticidade. Impossível de ser rotulada, a espiritualizada deejay woman consegue uma conexão única com o público e constrói seus sets sempre de acordo com a vibe que recebe da pista de dança.

Mesmo com uma agenda cheia de gigs internacionais pra junho e julho, a DJ mais conhecida e reconhecida da house music da atualidade tirou um tempinho para nós. Ana Paula tocou no último dia 26 na Pride de Nova York, bem como no Aqua@Prism em Toronto, no início do mês. Ela também passou pela SuperMartXé em Madri e Circuit Festival em Barcelona.

DJ Ana Paula agitou o Canadá

2010 tem sido um ano importante para a DJ woman. Mesmo com sua agenda lotada, Ana Paula ainda teve tempo para soltar seu primeiro CD e já começa a preparar o seu World Tour de lançamento.

“Take me higher”, primeiro CD da deejay woman,  tem selo da *69

E para um aquecimento do que será esse Tour a DJ Ana Paula mandou um set. Então já sabe: Download now!!!!!

DJ ANA PAULA – ON THE WAY OF LIGHTS

BÔNUS TRACKS

DJ ALLAN NATAL – FREE YOUR SOUL

DJ MARK ALVARADO – SESSOIN PRIDE MUSIC

DJ GRA FERREIRA – LOVE

DJ BRYAN REYES – PRIDE 2010

: : Contatos Ana Paula:
Myspace
Facebook
Site
H&H Booking

DJ Set conversa com o Will Beats

Por DJ Beto Luscious em 02.07.2010 : : 19h32

A música entrou na vida do DJ Will Beats quando ele ainda era uma criança. A mãe foi a maior responsável pelo começo da sua “vida noturna”. Como não tinha ninguém para cuidar do filho, ela levava o pequeno toda sexta-feira para a boate Loft, em Santos. Durante esse período, o garoto conheceu os melhores DJs e aprendeu a mexer com todo equipamento que precisava para bombar uma pista.

Aos 13 anos, Will começou a tocar em eventos no bairro onde morava. Festas de 15 anos e casamentos eram com ele mesmo. Não demorou muito para começar a ganhar dinheiro com esse trabalho e tomar pistas de todo Brasil. Em 2002, sua música “Insanity” entrou na trilha sonora de “Queer as Folk”, um dos maiores seriados com temática gay. Em entrevista ao DJ Set, Will Beats conta um pouco da sua história.

Como começou a careira de DJ?

Em 1986, minha mãe era freqüentadora da boate Loft, em Santos (SP). E ela sempre me levava a tira colo pois não tinha quem tomasse conta de mim às sextas–feiras à noite. Detalhe: eu tinha seis anos de idade. Ela me deixava no camarote ao lado da cabine do DJ. Assim fui conhecendo os caras, o que despertou minha curiosidade para o assunto.

Grande parte da história, eu não lembro porque era muito jovem, mas vamos de onde eu começo a me lembrar. Aos 13 anos, eu farreava em duelos de DJs no quarto de um amigo. Quem errasse a virada, tinha que pagar algum mico. Aí começaram a rolar festinhas de debutantes, casamentos…

Aos 15 anos, toquei profissionalmente pela primeira vez. Não me esqueço. Foi incrível ver a galera dançando ao meu som. Como eu já tocava há muito tempo, minha primeira virada profissional não foi um samba como acontece com a maioria. Eu já tinha uma certa prática.

E a carreira como produtor musical, como começou? E como é produzir no Brasil?

As primeiras brincadeiras de produção como bootlegs e montagens, começaram a sair em 2000, mas, em 2002, foi quando comecei a buscar algo mais profissional. Minha primeira música de sucesso foi “Insanity”, que faz parte de duas compilações muito importantes na minha opinião: Live@Roxy 4, do DJ e produtor Peter Rauhofer, e da trilha sonora do seriado gay Queer As Folk. Essa música me deu força e vontade de produzir e trabalhar cada vez mais.

Produzir no Brasil não é muito diferente de fazer o mesmo em qualquer outro lugar. Temos bons selos aqui no país, estamos exportando talentos e o mercado está muito promissor. A internet é uma grande aliada nessa trajetória dos novos produtores.

Qual foi a sensação de ver a música Insanity ser tocada pelos tops DJs do mundo e ainda receber o convite para ser adicionada na trilha sonora de Queer as Folk?

Quando a música foi escolhida, a primeira sensação que eu tive foi não acreditar. Depois, foi ficar embasbacado.

No mais, saber que quase todos os top DJs do mundo tocavam minha música foi incrível, mas o momento mais ilustre pra mim foi quando entrei na  cabine da The Week como convidado do DJ Peter Rauhofer, em sua primeira apresentação na casa.

Escutei-o tocar três músicas minhas, naquela pista imensa. Um dos meus ídolos tocando minhas músicas… E, naquele momento, já era meu amigo. Essa foi a melhor sensação que já tive como produtor. O que senti naquele momento nem todas as palavras que eu possa vir a dizer aqui conseguiriam descrever.

Como é sua rotina como produtor?

A rotina é sempre estar buscando novidades. Estou sempre pesquisando e escutando novas sonoridades. Às vezes, uma simples brincadeira vira música. É incrível poder lidar com emoções. Para mim, música é emoção e não consigo produzir sem imaginar o que música vai passar..

Quais foram suas influências? Você acha que as produções nacionais deixam muito a desejar frente aos gringos?

Sempre gostei de dance music e black music, desde criança. Acho que esses dois ritmos me guiaram até aqui. Também fui muito influenciado por Tony Moran, Peter Rauhofer,e Thunderpuss.

Quanto às produções nacionais, elas, um dia, já foram inferiores. Entretanto, atualmente, o Brasil é referência e tem ótimos produtores.

Qual sua noite inesquecível como DJ?

Já tive muitas noites inesquecíveis, já vivi momentos memoráveis, já chorei de emoção durante um set, mas momentos como as das pool parties da The Club e da Turca nunca se apagam da minha cabeça.

O que ouve quando está em casa e quer descansar um pouco, sem pensar com sua mente musical?

Adoro bossa nova, sempre minha trilha sonora pra relaxar.

Se não fosse pela música, o que você faria profissionalmente que o deixasse igualmente satisfeito?

Acho que é impossível pensar nisso no meu caso, pois, desde criança, escuto e respiro música, vivo da música. Música é minha vida.

O que podemos esperar do DJ Will Beats? Quais os projetos?

Os que curtem minhas músicas e remixes podem esperar muitas novidades. Estou vivendo um momento muito inspirado, no qual tudo se transforma em música. Aqueles que freqüentam minha pista no Brasil e mundo afora podem esperar muita energia e música de qualidade, pois estou muito seletivo no meu repertório. Vou deixar um set aqui para a galera ter uma prévia.

Sobre planos, sou proprietário do selo Intelecto Records, que é 100% brazuca e já lançou e ainda esta lançando muito dos produtores conhecidos no Brasil hoje em dia. Estou focado em procurar novos talentos. Para o verão de 2010, terá uma surpresa, uma nova pop single. Esse é o meu principal projeto, um novo hit com uma mega cantora que vai encantar o país e o mundo.

TOP 05
Will Beats – Hey Hey Hey
Tony Puccio – Push The Floor
Lady Gaga – Monster (Will Reats Remix)
Laidback Luke & Gregor Salto - Step By Step (Abel Ramos Remix)
Katy Perry – California Gurls (Will Beats Remix)
Will Beats – Brasil Eletronico

BÔNUS TRACKS
DJ MAURICIO BUNGI – GAME OVER
DJ ALTAR - JUNHO 2010
DJ MAURO MOZART – ENJOY WITH LOVE AND SOUL
DJ JEFF VALLE – AQUARIUS ENERGIAE

: : Serviço

Site: www.willbeats.com
Twitter: @willbeats
Facebook: http://www.facebook.com/djwillbeats
Myspace: www.myspace.com/djwillbeats
SET: http://www.mediafire.com/?wn1mthyyw5t

Entrevista DJ Bruno Pacheco

Por DJ Beto Luscious em 18.06.2010 : : 18h26

Bruno, conte para a gente o que te direcionou para a música e, mais especificamente, para o trabalho como DJ.

Sou amante de e-music há muitos anos. Desde minha adolescência, já acompanhava DJs, mas nunca tinha direcionado este gosto para a profissão apesar de, na minha adolescência, ter muito contato com pick up. Não existia CDJ na época. Em 2003, o Renato Cecin me aconselhou a fazer o curso de DJ porque sempre nos encontrávamos nas festas e eu tinha interesse pelas músicas. Na verdade, eu já possuía uma cultura eletrônica sem me dar conta disso. De toda forma, só consegui concretizar os primeiros passos no final de 2006. Eu tinha uma carreira de modelo internacional e, praticamente, fiquei viajando de 2004 a 2009. Entretanto, numa destas minhas voltas ao Brasil, aproveitei e fiz o curso de DJ. Posso dizer que a coisa começou a se profissionalizar em 2009, quanto rolaram as grandes gigs, muito contato com o público. Posso dizer que foi neste ano que eu senti a coisa acontecer.

Tem residência em algum lugar? Onde mais você tocou?

Tenho residência no clube Flexx, em São Paulo, aos sábados. Também toco em um projeto novo mensal na The Week às sextas-feiras e no clube Diesel, em Campinas.

Qual sua noite inesquecível como DJ?

Foi numa pool party no réveillon do ano passado em Floripa, no LIC, onde fechei o evento com um set de 3 horas e 40 minutos. A festa estava linda, uma vibe inigualável. Além disso, meus melhores amigos estavam lá. Indescritível.

Além da house music, qual outro tipo de música você gosta de ouvir quando está em casa?

Pode parecer estranho ou exagerado, mas escuto house music 24 horas por dia. Até porque no horário em que não estou trabalhando no computador, estou ouvindo as músicas que comprei e baixei. Já até tentei gravar uns CDs com outros gêneros, mas não adianta.

Como é sua rotina fora das pistas?

Minha rotina é estar em casa trabalhando, academia, castings durante a semana e alguns trabalhos de modelo.

Qual a coisa mais legal de ser DJ e a mais chata?

A coisa mais legal, no meu caso, é estar fazendo algo que realmente amo e acredito. A mais chata é que, na vida de DJ, você não tem final de semana, não tem Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia dos Namorados… A tua vida gira em torno de entreter e divertir as pessoas. Isso é ótimo, mas as pessoas próximas sempre reclamam da sua ausência. Dá saudades.

Qualquer um pode juntar em pouco tempo um vasto repertório e tocar na noite. Todo mundo quer ser DJ. Na sua opinião, isso atrapalha aqueles DJs que fazem um trabalho sério de pesquisa ou o próprio meio acaba separando os bons dos maus profissionais?

O próprio meio, com certeza, separa os bons profissionais dos sem qualificação. O que atrapalha hoje em dia são clubes e promoters que contratam profissionais não preparados, por valores irrisórios, às vezes sem cachê, com a comanda assinada. Isso desvaloriza a profissão, mas só os bons mesmo permanecerão na cena. Sobre repertório, acho difícil ter esse “vasto repertório”. Faz três anos que baixo música quase que diariamente, compro música com freqüência, mas acho que sempre está faltando algo no meu case. Mas isso sou eu. Outras pessoas pensarão diferente. Mas é extremamente possível saber quais são as músicas mais pedidas, os hits, as top ten do Beatport e outros sites de compra de músicas. Existem sites, fóruns e blogs nos quais você pode se informar e conseguir preencher seu case baixando músicas gratuitamente. Mas exercer a função de DJ está muito além do que ter boas músicas. Você tem que ser tecnicamente excelente, saber comandar uma pista, ter feeling e outras tantas coisas mais. O que mencionei é o que sempre me proponho a fazer, mas eu estou engatinhando ainda na profissão. Procuro estar sempre atualizado e sempre buscando melhoras.

Se não trabalhasse com música, que outro tipo de ocupação iria te satisfazer?

Sou formado em Educação Física, mas, na faculdade, já sabia que não me deixaria satisfeito atuar nessa área. Trabalho como modelo há 11 anos. Já tive muito prazer, mas, hoje em dia, é por business apenas. Acredito que seria algo em que eu tivesse relação com as pessoas. Mas, agora, de cabeça, não saberia responder a sua pergunta.

Algum recado?

Queria agradecer ao Parou Tudo por me dar a oportunidade de falar um pouco sobre mim e também às pessoas que acompanham meu trabalho. Também quero falar aos fãs de e-music que comprem as músicas e incentivem os artistas que gastam horas, dias, semanas para produzir coisas que agradam aos nossos ouvidos.

: : TOP 5
Richar Grey & Maboo vs Toddy Terry - Something’s Goin On
Taito Tikaro & J. Louis – Imagination
Blake – Heartbrake of Vynyl (Danny Verde Club Mix)
DJ Umile vs Max Zotti - Sky High (Davit Tort Mix)
Laidback Luke & Gregor Salto – Step by Step (Big Room Mix)
Clique aqui para baixar o set do DJ Bruno Pacheco
Site: www.djbrunopacheco.com
Myspace: www.myspace.com/djbruno_pacheco

BÔNUS TRACKS

DJ GUSTAVO SCORPIO – HORIZON

DJ MARCELO CELLEDA – VIBELICIOUS

DJ FLAVIUS – MAGICAL TIME

DJ CABRAL – PRIDE 2010

Junho: amor em clima de folia

Por DJ Beto Luscious em 11.06.2010 : : 16h04

Com o Dia dos Namorados chegando junto do início da Copa do Mundo, motivos não faltarão para muitas festas. Ainda tem São João, mas calma. Acho melhor fazermos as coisas por partes.

Vamos começar com o dia dos namorados e do santo casamenteiro, “Santo Antônio”. Quem está namorando tem mais é que curtir agarradinho e aproveitar a companhia. Já para aqueles que estão à procura de uma dá uma passadinha na coluna Jogação para ver os agitos deste final de semana.

E como a bola na “Copa do Mundo” não pode parar, aqui a bola não pode deixar de rolar em downloads dos sets mais gostosos para se ouvir, seja na companhia ou aquecimento para sua Jogação. DOWNLOADS NOW!

DJ ALE AMARAL – WHO I AM

DJ DADDY SAN – JUNE 2010

DJ PAULO AGULHARI – LIVE BUBU LOUNGE

DJ LAPETINA – THAT NIGHT IN BRAZIL WAS

DJ DOUGLAS PENIDO – HALFWAY TO A SUMMER ROMANCE

DJ J. VERNER – JUNGLE DREAMS

DJ FEUER – B’DAY

DJ ALE VIDAL – HOUSE MUSIC